<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-612163215143604634</id><updated>2012-02-16T05:01:14.096-08:00</updated><title type='text'>HEFESTO</title><subtitle type='html'>poesia, contos, pensamentos, textos e leituras.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Eloi Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09352318394316401747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>26</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-612163215143604634.post-5060249169596415328</id><published>2011-11-06T06:28:00.000-08:00</published><updated>2011-11-06T06:39:21.447-08:00</updated><title type='text'>O Termo Segundo Aristóteles</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="margin-left: 53.4pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;1.&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Resumos dos Capítulos 1, 2 e 3: ante-predicamentos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="margin-left: 53.4pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Segue um resumo do significado de termo, segundo as explicações de Aristóteles no livro “Das Categorias”, traduzidos para o português por Pinharanda Gomes, pela Editora Guimarães, e por Mário Ferreira dos Santos, pela Editora Matese.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Entendo que as explicações de Aristóteles nesse livro se referem ao termo na sua acepção de &lt;i&gt;dictio &lt;/i&gt;e não na acepção de &lt;i&gt;términus. &lt;/i&gt;Já apresentei a diferença entre estes dois conceitos, quando resumi os ensinamentos de Jacques Maritain.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.25pt;"&gt;Os estudiosos afirmam que estes capítulos se referem aos ante-predicamentos. São ante-predicamentos, segundo Mario Ferreira dos Santos, os preâmbulos e pré-requesitos para a ordenação dos predicamentos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Aristóteles escreve sobre as coisas o seguinte: no capítulo 1, diz como as coisas partilham nomes e definições, sob o critério da relação que mantém entre si; no capítulo 2, distingue as coisas enquanto capazes de serem afirmadas de um sujeito e enquanto presentes no sujeito; no capítulo 3; relata as conseqüências necessárias do fato de uma coisa ser afirmada de outra.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Três são as formas das coisas partilharem nomes e definições.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Primeiro, são homônimas ou equívocas as coisas que podem ser denominadas com o mesmo nome, mas este não lhes atribui à mesma definição, pois elas possuem caracteres essenciais distintos. Assim é para um “homem real” e uma “pintura de homem”, as quais podem ser denominadas de “animal”, mas que evidentemente possuem caracteres essenciais distintos e, por isso, este nome não lhes atribui à mesma definição. Há, portanto, três elementos envolvidos na idéia: coisa, nome e definição. Duas são as coisas: “homem real” e “pintura de homem”; um é o nome: “animal” e &lt;b&gt;duas&lt;/b&gt; são as definições, uma para cada coisa, não ditas, mas implícitas: “indivíduo animal racional” e “símbolo visualmente sensível de um indivíduo animal racional”. Homônimas (equívocas) são &lt;b&gt;as duas coisas&lt;/b&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Segundo, são sinônimas ou unívocas as coisas que podem ser denominadas com o mesmo nome e este lhes atribui à mesma definição, pois elas possuem caracteres essenciais parcialmente idênticos. Assim é para um “homem” e um “boi”, os quais podem ser denominados de “animal” e este nome lhes atribui à mesma definição, na exata medida em que compartilham caracteres essenciais idênticos. Ambas as coisas são substâncias compostas, dotadas de corpo vivente, animado e sensível, notas estas definidoras do gênero animal. Daí porque ambas as coisas podem ser designada pelo nome genérico “animal”. Elas se distinguem pela diferença específica “racional” no homem e “irracional” no boi. Há, portanto, os mesmos três elementos envolvidos na idéia: coisa, nome e definição. Duas são as coisas: “homem” e “boi”; um é o nome: “animal” e &lt;b&gt;uma&lt;/b&gt; é a definição, para ambas as coisas, não dita, mas implícita: “ser vivo constituído de corpo e animação sensível”. Sinônimas (unívocas) são &lt;b&gt;as duas coisas.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Assim, as coisas homônimas e sinônimas possuem uma igualdade que as inclui num único gênero e diferenças que as tornam espécies distintas. A igualdade consiste em serem coisas distintas que compartilham o mesmo nome. A diferença está nos caracteres essenciais revelados pelas definições embutidas nos nomes: se a mesma definição, os mesmos caracteres, sinônimas; se definições distintas, caracteres distintos, homônimas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Terceiro, são parônimas ou denominativas as coisas que mantém a seguinte relação: uma recebe o nome derivado do nome da outra. Assim é para o “gramático”, que recebe seu nome derivado do de outra coisa, a “gramática”. Duas são as coisas: “um indivíduo” e “uma ciência”; dois são os nomes: “gramático” e “gramática”; duas são as definições, uma para cada coisa, não ditas, mas implícitas: “indivíduo conhecedor da ciência da gramática” e “ciência que trata da &lt;span class="doltraduztrad"&gt;organização e do funcionamento de uma língua”, e &lt;b&gt;a derivação dos nomes&lt;/b&gt;. P&lt;/span&gt;arônimas (denominativas) são &lt;b&gt;as duas coisas.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Quatro sãos as distinções das coisas enquanto capazes de serem afirmadas de um sujeito e enquanto presentes no sujeito.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Primeiro, há coisas que podem ser afirmadas de um sujeito, mas nunca está presente em um sujeito. Por exemplo, a espécie homem pode ser afirmada de um homem individual, mas não está presente em nenhum sujeito.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Segundo, há coisas que não podem ser afirmadas de um sujeito, mas está presente em um sujeito. Por exemplo, a brancura não pode ser afirmada de um sujeito, mas ela está presente em um sujeito, num determinado corpo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Terceiro, há coisas que podem ser afirmada de um sujeito e ao mesmo tempo está em um sujeito. Por exemplo, a ciência pode ser afirmada de um sujeito, que é a gramática, e ao mesmo tempo está em um sujeito, que é na alma humana.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;E quarto, há coisas que não podem ser afirmadas de um sujeito, nem está em um sujeito. Por exemplo, o homem individual, que não pode ser afirmado de um sujeito, nem está em um sujeito.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Duas são as conseqüências lógicas necessárias do fato de uma coisa ser afirmada de outra.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Primeiro, se uma coisa é afirmada de outra, então tudo que for afirmado daquela (do predicado) será afirmado desta (do sujeito): o predicado do predicado é predicado do sujeito. Por exemplo, se a espécie homem é afirmada do homem individual, então o gênero animal, que é afirmado da espécie homem, também é afirmado do homem individual.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Segundo, se os gêneros são diferentes e não subordinados entre si, então as diferenças específicas de um não são aplicáveis ao outro. Por exemplo, os gêneros animal e ciência são diferentes e não subordinados entre si; então as diferenças específicas do gênero animal, que são pedestre, alado e aquático, não são aplicáveis ao gênero ciência.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Além disso, Aristóteles escreve sobre as expressões o seguinte: as expressões são simples, quando não há combinações de nomes, a exemplo de “homem”; ou compostas, quando há combinações de nomes, a exemplo de “o homem corre”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Pelo visto, então, os ante-predicamentos se referem a coisas, nomes, definições e diferenças. São quatro ao todo: 1º, a divisão das coisas em homônimas (equívocas), sinônimas (unívocas) e parônimas (denominativas); 2º, divisão das coisas enquanto afirmadas de um sujeito e presentes no sujeito; 3º, a divisão das coisas em razão das suas diferenças e 4º, a divisão das expressões entre simples e complexas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/612163215143604634-5060249169596415328?l=hefesto-hefesto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/feeds/5060249169596415328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2011/11/o-termo-segundo-aristoteles.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/5060249169596415328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/5060249169596415328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2011/11/o-termo-segundo-aristoteles.html' title='O Termo Segundo Aristóteles'/><author><name>Eloi Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09352318394316401747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-612163215143604634.post-1372356607228749739</id><published>2011-07-29T07:13:00.000-07:00</published><updated>2011-08-20T07:11:27.694-07:00</updated><title type='text'>Resumo da Leitura Ativa de Literatura imaginativa</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="margin-left: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 0cm; text-align: center;"&gt;(Como Ler Livros: o guia clássico para a leitura inteligente, de Mortimer J. Adler e Charles Van Doren, Editora É Realizações, Trad. Edward Horst Wolff e Pedro Sette-Câmara)&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;1.&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Postulados:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 54pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;a)&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Quem não consegue dizer por que gostou de um romance provavelmente não ultrapassou suas mais óbvias superfícies.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 54pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 54pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;b)&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Literatura imaginativa mais deleita do que ensina.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 54pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;c)&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A beleza é mais difícil de analisar do que a verdade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpLast"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Minhas Conclusões: Na medida em que a literatura imaginativa é espécie do gênero belas artes, e na medida em que as belas artes têm como objetivo primeiro deleitar através da exposição da beleza; estes por dedução também são os objetivos primeiros da literatura imaginativa e, por conseqüência, caberá ao leitor procurar primeiramente a contemplação da beleza através da análise.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;2.&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Como ler ativamente literatura imaginativa: &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;- se divide em dois modos: via negativa (como não ler) e via da analogia (transpondo as regras da leitura de não-ficção para os seus equivalentes na ficção)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 54pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;a)&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Via negativa &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 54pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 54pt; text-align: justify;"&gt;- Não tente resistir aos efeitos que uma obra de literatura tem sobre você (deixe-se levar pela estória, é uma espécie de paixão ativa ou de uma ação passiva)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 54pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 54pt; text-align: justify;"&gt;- Não procure termos, proposições e argumentos na literatura imaginativa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 54pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 54pt; text-align: justify;"&gt;- Não critique a ficção usando os critérios de verdade e coerência que são devidamente aplicados a comunicação do conhecimento.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 54pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 54pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;b)&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Via da analogia&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 54pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 54pt; text-align: justify;"&gt;- Análogo ficcional das regras não ficcionais para descobrir a unidade e a relação estrutural entre o todo e as partes: &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 54pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 54pt; text-align: justify;"&gt;1º) classificar uma obra de literatura de acordo com suas espécies: poesia, romances, peças teatrais; 2º) apreender a unidade da obra através do seu enredo; 3º) descobrir de que modo o todo se compõe de partes, através da observação da caracterização e dos acontecimentos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 54pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 54pt; text-align: justify;"&gt;- Análogo ficcional das regras não ficcionais para identificar e interpretar os termos, proposições e argumentos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 54pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 54pt; text-align: justify;"&gt;1º) Identificar e interpretar os equivalentes dos termos, que na obra de ficção são os episódios, personagens, falas, sentimentos e ações; 2º)&amp;nbsp; Identificar e interpretar os equivalentes das proposições, que na obra de ficção são as cenas que constroem o mundo imaginário; 3º) Identificar e interpretar os equivalentes dos argumentos, que na obra de ficção é acompanhar atentamente o desenrolar do enredo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 54pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 54pt; text-align: justify;"&gt;- Análogo ficcional das regras não ficcionais para criticar a doutrina do autor, concordando ou discordando de modo inteligente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 54pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpLast" style="margin-left: 54pt; text-align: justify;"&gt;1º) Princípios gerais: não criticar a beleza de uma obra imaginativa enquanto não a tiver apreciado por completo: não questionar o mundo criado pelo autor; não se trata de concorda ou discordar do autor, mas sim gostar ou não gostar da estória; não se trata de procurar a verdade, mas sim procurar a beleza, relacionada ao prazer que ela nos proporciona; 2º) Primeiro julgamento de gosto: gosta ou não gosta do livro e porquê, apontando as passagens que fundamentam os porquês; 3º) Julgamento sobre o que é bom ou ruim: objetivamente apontar o que no livro provoca determinados prazeres imaginativos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/612163215143604634-1372356607228749739?l=hefesto-hefesto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/feeds/1372356607228749739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2011/07/resumo-da-leitura-ativa-de-literatura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/1372356607228749739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/1372356607228749739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2011/07/resumo-da-leitura-ativa-de-literatura.html' title='Resumo da Leitura Ativa de Literatura imaginativa'/><author><name>Eloi Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09352318394316401747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-612163215143604634.post-2218474018432425502</id><published>2011-06-10T14:09:00.001-07:00</published><updated>2011-06-21T18:09:02.830-07:00</updated><title type='text'>Resumo da Leitura Intrínseca</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;(Como Ler Livros: o guia clássico para a leitura inteligente, de Mortimer J. Adler e Charles Van Doren, Editora É Realizações, Trad. Edward Horst Wolff e Pedro Sette-Câmara)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;1.&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;1. Leitura Ativa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;2.&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;2. Tipos de Leitura Ativa: Leitura Intrínseca e leitura extrínseca. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;a)&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;a) Leitura Intrínseca: leitura de um dado livro, seguindo as regras estabelecidas pelo livro de Adler, utilizando-se apenas dos seus próprios esforços de compreensão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;b)&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;b) Leitura Extrínseca: leitura de um dado livro, utilizando-se, como apoio, as experiências comuns, experiências incomuns, outros livros, livros de resumo ou comentários, enciclopédia e dicionários.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;3.&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;3. Leitura Intrínseca: &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;- Visa responder a 4 perguntas: O livro é sobre que assunto? O que diz o livro sobre o assunto? O livro fala a verdade sobre o assunto? Qual a importância do livro? &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpLast" style="text-align: justify;"&gt;- A leitura intrínseca se divide em 4 níveis. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;OBS.: A divisão não é em tipos, porque estes são mutuamente exclusivos, mas sim em níveis, porque estes são sucessivos e inclusivos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: 3.3pt;"&gt;3.1)&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;1º Nível (Leitura Elementar)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 21.3pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: 3.3pt;"&gt;3.2)&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;2º Nível (Leitura de inspeção): se divide em pre-leitura e leitura superficial.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;a)&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;a) Pre-leitura – Serve para saber sobre que assunto trata o livro. Consiste em interpretar o título, o subtítulo, ler o índice como quem decodifica um mapa do assunto, ler os resumos dos capítulos, a orelha, o prefácio, o posfácio; ler algumas passagens reconhecidas como principais a partir da análise do índice e ler as últimas páginas do último capítulo para apreender o resumo da idéia central.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;b)&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;b) Leitura superficial – Serve para saber o que o livro diz sobre o assunto de um modo geral. Consiste em ler o livro do início ao fim, sem parar para meditar sobre termos, proposições ou argumentos específicos. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 18pt; text-align: justify; text-indent: 3.3pt;"&gt;3.3)&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;3º Nível (Leitura Analítica): &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 21.3pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 21.3pt; text-align: justify;"&gt;- Serve para saber o que o livro diz sobre o assunto de modo detalhado (1º e 2º estágio), para saber se o livro diz a verdade sobre o assunto (3º e 4º estágio) e para saber qual a importância do livro (4º estágio).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 21.3pt; text-align: justify;"&gt;- Se divide em 4 estágios.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 21.3pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 39.3pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;a)&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;1º Estágio (Leitura Estrutural) &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 39.3pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 39.3pt; text-align: justify;"&gt;- Classifique o livro: ficção ou não ficção; prático ou teórico; dentre os teóricos, ciência, história e filosofia.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 39.3pt; text-align: justify;"&gt;- Extrair a unidade do livro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 39.3pt; text-align: justify;"&gt;- Organizar a estrutura do livro em partes e sub-partes.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 39.3pt; text-align: justify;"&gt;- Listar os problemas que o autor se propõe a resolver.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 39.3pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 39.3pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;b)&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;2º Estágio (Leitura interpretativa)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 39.3pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 39.3pt; text-align: justify;"&gt;- Encontrar o vocabulário do autor (conjunto das palavras mais importante do livro) e, a partir delas, encontrar a terminologia do autor (conjunto dos termos mais importantes). &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 39.3pt; text-align: justify;"&gt;- Encontrar as frases mais importantes do livro e, a partir delas, encontrar as proposições mais importantes.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 39.3pt; text-align: justify;"&gt;- Encontrar os parágrafos ou conjuntos de frases mais importantes que se relacionam entre si e, a partir deles, encontrar os argumentos mais importantes.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 39.3pt; text-align: justify;"&gt;- Listar as respostas oferecidas pelo autor às perguntas anteriormente propostas ou identificar as perguntas que não foram respondidas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 39.3pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 39.3pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;c)&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;3º Estágio (Leitura crítica)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 39.3pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 39.3pt; text-align: justify;"&gt;- Regras de Etiqueta: Não critique até que esteja seguro da sua compreensão do livro todo. Não discorde emocionalmente do autor, com espírito competitivo e sem oferecer justificativas razoáveis aos pontos de discordância. Não perca as esperanças de se chegar a um estado de concordância com o autor. Demonstre que conhece a diferença entre conhecimento e opinião.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 39.3pt; text-align: justify;"&gt;- Opções de crítica: concordo com o autor, discordo do autor, ou suspendo o julgamento. No caso de discordância, deve-se afirmar: o autor está desinformado, está mal informado, é ilógico ou sua análise é incompleta.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 39.3pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 39.3pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;d)&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;4º Estágio (Leitura Sintópica) &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 39.3pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 39.3pt; text-align: justify;"&gt;- Prepare uma bibliografia inicial com base em catálogos de bibliotecas, bibliografias de livros, etc. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 39.3pt; text-align: justify;"&gt;- Utilize a leitura de inspeção para escolher e ordenar os livros que tratam do assunto e para aclarar suas idéias.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 39.3pt; text-align: justify;"&gt;- Procure as passagens mais importantes dos livros sobre o assunto através da leitura de inspeção.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 39.3pt; text-align: justify;"&gt;- Formule uma terminologia neutra do assunto, de modo a nela reunir os termos comuns utilizados pelos autores, mesmo que cada um deles tenha utilizado palavras distintas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 39.3pt; text-align: justify;"&gt;- Estabeleça proposições neutras, formulando perguntas que são respondidas de modo semelhante pelos autores.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 39.3pt; text-align: justify;"&gt;- Identifique as divergências entre os autores (centrais ou tangenciais), listando as diferentes respostas dadas por eles à mesma pergunta.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpLast" style="margin-left: 39.3pt; text-align: justify;"&gt;- Analise a discussão ordenando as perguntas, respostas concordantes e divergentes, esclarecendo o assunto da melhor maneira possível.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/612163215143604634-2218474018432425502?l=hefesto-hefesto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/feeds/2218474018432425502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2011/06/resumo-da-leitura-intrinseca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/2218474018432425502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/2218474018432425502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2011/06/resumo-da-leitura-intrinseca.html' title='Resumo da Leitura Intrínseca'/><author><name>Eloi Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09352318394316401747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-612163215143604634.post-8247987109191473209</id><published>2011-05-07T08:41:00.000-07:00</published><updated>2011-05-07T08:42:11.571-07:00</updated><title type='text'>Anivesário de Juliano</title><content type='html'>O meu filhinho completa hoje 4 anos de vida. Em homenagem a ele, como presente, deixo transcrito aqui o Salmo 98 (97).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justiça do Rei divino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cantai ao Senhor um cântico novo,&lt;br /&gt;porque ele fez maravilhas;&lt;br /&gt;foi sua destra que realizou a salvação,&lt;br /&gt;foi seu santo braço.&lt;br /&gt;O Senhor manifestou sua salvação,&lt;br /&gt;aos olhos das nações revelou sua justiça.&lt;br /&gt;Recordou-se de seu amor e de sua fidelidade&lt;br /&gt;para com a casa de Israel;&lt;br /&gt;os confins da terra contemplaram&lt;br /&gt;a obra salvífica de nosso Deus.&lt;br /&gt;Aclama o Senhor, terra inteira!&lt;br /&gt;Prorrompei em jubilosos cantos,&lt;br /&gt;tocai ao Senhor na cítara,&lt;br /&gt;na cítara, acompanhando o canto!&lt;br /&gt;Com clarins e ao som das trombetas,&lt;br /&gt;aclamai o Rei, o Senhor!&lt;br /&gt;Estronde o mar e tudo que nele contém,&lt;br /&gt;o mundo e seus habitantes!&lt;br /&gt;Batam palmas os rios,&lt;br /&gt;igualmente os montes gritem de alegria&lt;br /&gt;diante do Senhor porque ele vem&lt;br /&gt;para julgar a terra;&lt;br /&gt;ele julgará o mundo com justiça&lt;br /&gt;e os povos com equidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/612163215143604634-8247987109191473209?l=hefesto-hefesto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/feeds/8247987109191473209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2011/05/anivesario-de-juliano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/8247987109191473209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/8247987109191473209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2011/05/anivesario-de-juliano.html' title='Anivesário de Juliano'/><author><name>Eloi Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09352318394316401747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-612163215143604634.post-6167414120761949955</id><published>2011-04-22T17:19:00.000-07:00</published><updated>2011-04-22T17:29:58.797-07:00</updated><title type='text'>A propósito da semana santa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A propósito da semana santa, folheando os meus livros a procura de alguma luz para compreender melhor este momento e o meu lugar no seu contexto, deparei-me com uma&amp;nbsp; passagem do livro "A Descoberta do Outro" de Gustavo Corão.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje em dia não temos mais os motivos de 1943 para nos vangloriarmos de uma Igreja bem instalada no mundo ou de uma superioridade intelectual católica. Ao contrário, a produção intelectual católica e a posição que a Igreja vem ocupando no mundo é motivo para preocupações; mas, a despeito de já não existirem tais circunstâncias, remanesce a mesma necessidade de 1943 para ouvirmos as duras palavras de Corção. A história do Calvário não é um história: é um mistério, e o cristão deve colocá-la diante de si&amp;nbsp; num eterno presente, como quem carrega uma cruz durante todo o tempo.&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não posso deixar de dizer que Gustavo Corção é um dos meus autores favoritos. Segue o texto:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"O caminho parecer fácil e largo; mais adiante um pouco, ali mesmo naquela volta do caminho, naquele ângulo do calendário, marcado por um solstício e por um plenilúnio, dir-se-ia que ele encontrará um monumento enguirlandado, um arco triunfal, um obelisco: mas de repente ele encontra a cruz.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse monumento é decisivo e essa prova é sempre dura; a glória da cruz, vista pela fé, é uma prova que o homem novo tem de carregar todos os dias, entrando em luta com o homem velho que se tinha instalado no mundo com suas convicções, seus tiques intelectuais e sobretudo seu critério de vitória. Justamente quando lhe parecia estar próximo um novo triunfo, um acréscimo de prestígio, um formidável sucesso, ele esbarra na Cruz. O homem novo sobressalta-se e esperneia sob o aguilhão; apalpa-se, busca apoio no seu próprio discernimento que até ali o sevira como bússola fiel para indicar com nitidez os caminhos da credibilidade e que agora parece ter enlouquecido sob a ação de estranho magnetismo. Ele mesmo pedira a fé. Pusera de joelhos seu corpo, sua alma, suas convicções, sua inteligência, pusera tudo de joelhos; submetera a razão a prova última do reconhecimento e do amor; escolhera; decidira casar-se em vez de ficar a vida inteira excorgitando; optara; pedira a Deus com amoroso temor a nova aliança de noivado... E agora, ao levantar-se, sente nos ombros o peso duma cruz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitas vezes, lendo as páginas do novo testamento, romanticamente, para lhes achar um pitoresco, para entrever um colorido histórico nas cenas evangélicas, e ver uma estrada da Samaria batida de sol, achamos fácil reconhecer o Cristo e pasmamos assombrados ante o terrível equívoco dos judeus. O drama da paixão parece-nos evidente, claro, compreensível; qualquer um de nós não gostará de ser equiparado aos soldados romanos que jogavam dados praguejando ou a algum mercador que passasse ao longe tangendo seus asnos carregados de fazenda, sem voltar sequer o rosto preocupado e ganancioso para ver a Santa Agonia. Lendo a paixão assim, meditando-a como se fosse romance de enredo muito sabido, colocamo-nos, como é usual nessas leituras, do lado do autor e em pé de igualdade. Saboreamos a superioridade de saber ponto por ponto o que vai acontecer; sabemos que o pretor é aquele que vai lavar as mãos e Caifás é o que vai rasgar as vestes. E já sabemos que o Cristo é o Cristo. Já sabemos. É ele o Redentor do qual dois mil anos falarão e para o qual serão erigidas as catedrais de Estrasburgo e Chartres. Sentimo-nos imensamente superiores aos indiferentes do Calvário e estremecemos de horror diante dos que esbofetearam, insultaram e cuspiram a Santa Face.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas convém pensar um pouco: qual de nós poderia realmente suportar a dura prova da cruz? Qual de nós poderia aguentar a glória da cruz, a insuportável visão do opróbio, deixando seu velho critério de vitória, saducaico ou farisaico, baseado no prestígio ou no sucesso? Qual de nós poderia ver atrás daquele rosto ensanguentado e cuspido a Face dum Rei?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parece facil agora, porque já lemos o texto muitas vezes e temos uma alegoria da paixão gravada em nossa memória. Parece fácil, mas agora mesmo, em cada instante, em cada dia, apesar de saber de cor o enredo da paixão, apesar da graça do nosso batismo, não somos nós mesmos que buscamos o triunfo fácil de ter razão e prestígio, não somos nós mesmos que esperneamos diante da loucura e do escândalo da exinanição do Cristo em sua Igreja?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Realmente, cada vez que nós desejamos a glória mundana ou política de sermos católicos, ou nos espantamos diante dos insucessos do Vaticano na política internacional, cada vez que nos envergonhamos de ouvir um sermão medíocre ou adotamos uma atitude de irritação diante da vida escandalosa de algum sacerdote, estamos exatamente como os judeus estavam diante da cruz e de nada nos adiantou saber de cor o enredo da paixão. O cristão está de pé diante da paixão do Espírito Santo e somente na fé pode suportar esse terrível espetáculo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ai está. As perguntas que fazíamos atrás, sobre as nossas probabilidades de reconheciomento diante do Calvário, pareciam idiotas como o são todas as suposições baseadas em retrospecções históricas. Não tem sentido, fora do recurso retórico, perguntar o que seria hoje São Paulo ou o que faria um de nós diante de Nabucodonosor. Mas a história do Calvário não é uma história: é um mistério. O nosso memorar não tem o sentido duma retrospecção histórica, mas de uma visão no mistério da fé. Se alguma tolice havia, ela estava antes no modo impressionista, hitórico, colorido, sentimental, de enfrentar a paixão, donde saía a extraordinária presunção de estarmos livres daquele espetáculo da cruz, isentos de seu escândalo e de sua loucura, blindados por dois mil anos de história e pelas pinturas alegóricas da Renascença.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso o homem novo, na volta de seu caminho, espeneia sob o aguilhão. Estava na iminência de ter razão e de tirar daí um renovado prestígio. Apesar da fé do seu batismo já tinha começado seus cálculos sobre a respeitabilidade do quarteirão e já entrevia um Igreja decente, bem instalada no mundo, triunfante, bem sucedida, acatada por causa de Maritain, prestigiada pela conversão de Bergson, uma Igreja confortável, uma igreja sem cruz."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/612163215143604634-6167414120761949955?l=hefesto-hefesto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/feeds/6167414120761949955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2011/04/proposito-da-semana-santa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/6167414120761949955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/6167414120761949955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2011/04/proposito-da-semana-santa.html' title='A propósito da semana santa'/><author><name>Eloi Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09352318394316401747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-612163215143604634.post-7599252388643161103</id><published>2011-01-22T12:31:00.000-08:00</published><updated>2011-01-22T12:33:36.143-08:00</updated><title type='text'>Termo, segundo Jacques Maritain</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;4. O termo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify;"&gt;a)Apresentação&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;O ato do pensamento é de natureza imaterial, acontece no íntimo do indivíduo. Inicia-se da maneira já estudada através da simples apreensão e da formação do conceito, e se processa com o estabelecimento de relações através dos juízos e raciocínios. Por isso, a rigor, não é absolutamente necessário o uso de sinais materiais para a sua execução.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;Entretanto, o homem vive em sociedade, não basta a ele elucubrar no seu íntimo suas concepções sobre as coisas, pois sente necessidade de raciocinar tanto para adquirir o conhecimento transmitido por outros quanto para transmiti-lo a outros. Foi para essa atividade que criou um conjunto de sinais sensíveis aos aparelhos auditivos, daí porque materiais, com significados convencionalmente estabelecidos, para servirem de instrumento de comunicação do conhecimento: a linguagem.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;Mesmo assim, após a invenção da linguagem, a comunicação não era plenamente eficaz, em razão da fala não ecoar entre homens muito afastados entre si, seja no espaço ou no tempo. Não era possível falar com quem estava em outras terras, nem era possível deixar uma mensagem para quem o sucedesse no tempo. Visando superar tais dificuldades, o homem criou um conjunto de sinais sensíveis aos olhos, também materiais, também com significados convencionalmente estabelecidos, que representam os sinais sonoros, os quais poderiam ser levados aos olhos dos outros, localizados em lugares distantes, ou armazenados, para serem vistos depois: a escrita.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="margin-left: 1cm; text-align: justify;"&gt;b)A &lt;i&gt;Dictio&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="margin-left: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;No contexto da fala e da escrita é que surge aquilo que os antigos chamavam de &lt;i&gt;dictio &lt;/i&gt;(palavra) e os modernos chamam de &lt;i&gt;termo, &lt;/i&gt;num sentido amplo, que é toda unidade sonora ou escrita, articulada, que convencionalmente significa um conceito. Portanto, cada palavra corresponde a um conceito, e convencionalmente se estabeleceu que aquela determinada palavra significasse aquele determinado conceito.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;Já aprendemos que através da simples apreensão a coisa externa existente no mundo é substituída pela sua imagem que é apresentada ao espírito (o conceito objetivo) e que o espírito, a partir daí, produz um sinal mental da coisa (o conceito mental). Agora aprenderemos que a &lt;i&gt;dictio &lt;/i&gt;é a substituição sonora ou escrita deste sinal mental e desta imagem da coisa que se apresentou ao espírito. Para os tomistas, a &lt;i&gt;dictio &lt;/i&gt;substitui imediatamente o conceito mental, e substitui principalmente o conceito objetivo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="margin-left: 1cm; text-align: justify;"&gt;b.1)Divisões da &lt;i&gt;Dictio&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="margin-left: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;A &lt;i&gt;dictio, &lt;/i&gt;por sua vez, além de se dividir em todas as categorias nas quais também se divide o conceito, também pode ser classificada em &lt;i&gt;termos categoremáticos &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;termos sincategoremático&lt;/i&gt;s. Os termos categoremáticos são aqueles que significam algo que por si só se perfaz na ordem dos seres, por exemplo, “pedra” ou “homem”; diferentemente, os termos sincategoremáticos são aqueles que significam algo que não possui uma existência autônoma, são apenas modificações da coisa, por exemplo, “todo”, “algum” ou “depressa”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;Os termos categoremáticos se subdividem entre &lt;i&gt;termos absolutos &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;termos relativos. &lt;/i&gt;Os absolutos são aqueles que significam exclusivamente notas essenciais, por exemplo, “homem”, “a humanidade” ou “a brancura”; os relativos são aqueles que significam atributos de uma essência, por exemplo, “branco”, “sábio” ou “pai”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;A &lt;i&gt;dictio &lt;/i&gt;se divide ainda em &lt;i&gt;termos incomplexos &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;termos complexos.&lt;/i&gt; São incomplexos quando sua constituição é formada por uma única unidade significativa; por exemplo, “pedra” ou “homem”; são complexos quando sua constituição é formada por mais de uma unidade significativa, por exemplo, “homem instruído” ou “garça de longo pescoço”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="margin-left: 1cm; text-align: justify;"&gt;c)O &lt;i&gt;terminus&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt; text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;Num sentido mais restrito, entretanto, a &lt;i&gt;dicto &lt;/i&gt;(termo &lt;i&gt;lato sensu&lt;/i&gt;)&lt;i&gt; &lt;/i&gt;pode ser analisada enquanto &lt;i&gt;terminus &lt;/i&gt;(termo &lt;i&gt;strictu sensu&lt;/i&gt;). O &lt;i&gt;terminus,&lt;/i&gt; assim como indica a etimologia da palavra, é o último elemento no qual se resolve os compostos lógicos e, reversamente, é o primeiro elemento utilizado para a construção dos compostos lógicos. Este &lt;i&gt;terminus se &lt;/i&gt;divide em &lt;i&gt;termo enunciativo&lt;/i&gt;, aquele utilizado para a construção da simples proposição, e em &lt;i&gt;termo silogístico&lt;/i&gt;, aquele utilizado como elemento da composição silogística.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="margin: 12pt 0cm 10pt 1cm; text-align: justify;"&gt;c.1)O &lt;i&gt;terminus &lt;/i&gt;enunciativo &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;Os termos enunciativos, por sua vez, possuem uma grande subdivisão, que é entre &lt;i&gt;nome &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;verbo&lt;/i&gt;. Toda proposição se reduz em última instância a nome e verbo, sendo tais elementos as duas partes mínimas de uma proposição, considerando que o nome exerce a função de extremo estável e o verbo a função de meio que une os extremos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;O verbo é um termo enunciativo composto de duas partes. A primeira parte, embutida em todo verbo, é o verbo &lt;i&gt;“ser”&lt;/i&gt;, através do qual se aplica um atributo (nome-predicado) a um ente (nome-sujeito), e é nessa condição que é chamado pelos lógicos de &lt;i&gt;copúla. &lt;/i&gt;O verbo “ser” também sempre carrega consigo a função do atributo “existente”, daí porque em toda proposição se afirma ou nega duas existência: a existência da determinação de um nome-sujeito por um nome-predicado; e a existência do nome-sujeito em si mesmo. Segue-se, portanto, a regra lógica de que uma proposição é verdadeira quando o predicado convém ao sujeito e quando o sujeito existe no modo de existência exigido pela cópula. Por exemplo, na proposição “Napoleão I era o imperador da França”, temos o seguinte: 1º, o verbo ser “era” liga o sujeito “Napoleão I” ao predicado “Imperador da França” numa relação de identificação entre os dois; 2º, o verbo ser “era” afirmou a existência de uma determinação de sujeito “Napoleão I” pelo predicado “Imperador da França”; e 3º, o sujeito “Napoleão I” existe no modo de existência atual, real e no passado, mesmo modo de existência exigido pela cópula “era”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;A cópula, portanto, significa a afirmação da existência &lt;i&gt;atual &lt;/i&gt;ou &lt;i&gt;possível, &lt;/i&gt;de uma relação de identificação entre dois termos. Tal relação ocorre numa determinada coisa atual ou possível, real ou ideal.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;Há duas maneiras do verbo &lt;i&gt;ser&lt;/i&gt; se manifestar numa proposição, algo que inclusive provoca a existência de dois tipos de proposições. Na primeira, o verbo &lt;i&gt;ser &lt;/i&gt;sozinho exerce a dupla função de cópula e de atributo, sendo este atributo exclusivamente o próprio predicado da proposição. Isto ocorre, por exemplo, na proposição “Eu sou”, em que o verbo &lt;i&gt;ser &lt;/i&gt;exerce a função de cópula, para ligar o nome-sujeito “eu” ao atributo “existente”, e exerce ele mesmo a função do atributo “existente” aplicado ao sujeito. Portanto, a citada proposição se equivale a “eu sou existente”. Tais proposições são chamadas de “verbo-predicado”. Na segunda, o verbo &lt;i&gt;ser &lt;/i&gt;exerce essencialmente a função de cópula, pois o atributo se apresenta separado do verbo. Assim é na proposição “O homem é um animal racional”. Tais proposições são denominadas de “verbo-cópula”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;A segunda parte de todo verbo é o atributo que acompanha o verbo ser. O atributo dá ao verbo uma significação carregada do modo temporal, representa uma ação ou um movimento efetuado no tempo, assim é quando se enuncia algo, mesmo quando o enunciado é de algo que representa verdades intemporais. Por exemplo, as proposições “O triângulo &lt;i&gt;tem &lt;/i&gt;a soma de seus dois ângulos igual a dois ângulos retos” ou “Deus &lt;i&gt;é&lt;/i&gt; bom” veicula verdades intemporais, ligam coisas eternas, entretanto o significado dos verbos “&lt;i&gt;tem” &lt;/i&gt;e “&lt;i&gt;é” &lt;/i&gt;se apresentam num modo de ação que se passa no tempo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;Do exposto, um verbo como &lt;i&gt;escrever &lt;/i&gt;é composto das seguintes partes: do verbo &lt;i&gt;ser, &lt;/i&gt;que permite a ligação do verbo &lt;i&gt;escrever &lt;/i&gt;com um sujeito qualquer; do atributo &lt;i&gt;existente &lt;/i&gt;contido no verbo ser, que afirma ou nega a existência do sujeito a ser ligado, e do atributo &lt;i&gt;escrevente, &lt;/i&gt;que se encontra ali para ser ligado ao sujeito. Então, uma proposição como “Eu escrevo” equivale à proposição “Eu sou escrevente” e assim se passa com todos os verbos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;O termo enunciativo nome, por sua vez, significa a coisa de modo intemporal e estável, mesmo quando ele se refere a coisas em cuja essência esteja o tempo e o movimento, ele significa tal coisa de modo estável, permanente. Quando se diz, por exemplo, “o movimento” ou “o tempo”, tais nomes, mesmo se referindo a coisas que não possuem uma natureza estável, significam tais coisas ao modo de um elemento estável.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="margin-left: 1cm; text-align: justify;"&gt;c.2)O &lt;i&gt;terminus &lt;/i&gt;silogístico&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="margin-left: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;Considerando agora o termo silogístico, se divide em sujeito e predicado. Sujeito é aquele em quem a cópula aplica uma determinação, e predicado é a determinação aplicada pela cópula. A pura cópula ou o verbo que a contém não é considerada termo silogístico, mas é parte do termo silogístico predicado.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;Quanto à extensão do termo sujeito, se subdivide em singular e comum, sendo os comuns classificados como particular e universal ou distribuído. Todos podem se apresentar num silogismo no modo definido ou indefinido.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;O termo sujeito singular é aquele que se refere a apenas um indivíduo, por exemplo, “este homem” ou “São Pedro Apóstolo”. O termo sujeito comum particular se refere a um conjunto indeterminado, mas restrito, de indivíduos, por exemplo, “alguns homens” ou “alguns apóstolos”. O termo sujeito comum universal ou distribuído se refere a todos os indivíduos contidos na extensão do termo, como “todo homem” ou “todos apóstolos”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;O modo determinado ou indeterminado, por fim, diz respeito à existência ou não de um sinal que acompanha o termo que indica a ordem da sua determinação. Os sinais “este”, “alguns” e “todo”, determinam o termo sujeito num silogismo, de maneira a facilitar a percepção sobre quais indivíduos especificamente o termo se refere. No modo indeterminado, em oposição, não há qualquer sinal acompanhando o termo, de maneira que a sua extensão será percebida pela forma pela qual ele se realiza nas coisas postas como predicado, se singulares, particulares ou universais. O termo sujeito “o homem” na proposição “o homem é mortal” ou na proposição “o homem é mentiroso” não aparece de modo expressamente determinado; a determinação “o homem” em cada uma das proposições dependerá de como ele se realiza nos predicados postos. No predicado “mortal” o sujeito “homem” se realiza em toda a sua extensão, ou seja, na extensão comum universal; no predicado “mentiroso” o sujeito “homem” se realiza na sua extensão indeterminada e limitada, ou seja, na extensão comum particular.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify;"&gt;c.3)Propriedades do &lt;i&gt;terminus &lt;/i&gt;enunciativo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;Passemos agora ao estudo das propriedades do termo enunciativo, a partir da qual se consegue uma compreensão maior das variáveis envolvidas no ato da comunicação. Através da comunicação, a inteligência que ouve, realizando um esforço de repetição ativa, pensa ela própria aquilo que pensou a inteligência que fala. O aumento da compreensão decorrente deste estudo ocorre porque são afastados do termo enunciativo os diferentes graus de vagueza e ambigüidade próprios da natureza das palavras. Aristóteles disse que as palavras, num discurso, substituem as coisas. Jacques Maritain acrescentou que não somente uma palavra pode possuir vários significados, como também que uma mesma palavra, com um único significado, pode ocupar num discurso o lugar de diferentes coisas. Estes são os diferentes graus de vagueza e ambigüidade das palavras e estes são os prováveis ruídos de comunicação que o estudo das propriedades do termo enunciativo visa superar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;São propriedades do termo enunciativo a &lt;i&gt;suppositio&lt;/i&gt; (suplência), a &lt;i&gt;ampliatio&lt;/i&gt; (ampliação), a &lt;i&gt;restrictio &lt;/i&gt;(restrição), a &lt;i&gt;alienatio &lt;/i&gt;(transferência), a &lt;i&gt;diminutio &lt;/i&gt;(diminuição) e a &lt;i&gt;appellatio &lt;/i&gt;(reimposição). A &lt;i&gt;suppositio &lt;/i&gt;é considerada pelos estudiosos como a principal propriedade do termo e apresenta a maior complexidade de conteúdo. As demais propriedades são apenas modificações provocadas na &lt;i&gt;suppositio, &lt;/i&gt;daí porque é conveniente começar pelo seu estudo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="margin-left: 1cm; text-align: justify;"&gt;c.3.1)&lt;i&gt;Suppositio.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="margin-left: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;Su&lt;i&gt;ppositio&lt;/i&gt; (suplência) significa a maneira como o termo ocupa o lugar da coisa na proposição. Perceba que o significado do termo pode ser mantido idêntico em várias proposições, mas através da sua propriedade &lt;i&gt;suppositio, &lt;/i&gt;o mesmo termo poderá ocupar o lugar de coisas diferentes em cada uma das proposições.&amp;nbsp; Para que isso ocorra, entretanto, há uma condição a ser satisfeita: é preciso que a coisa referida pela &lt;i&gt;suppositio &lt;/i&gt;seja legítima, segundo as exigências da cópula. &amp;nbsp;A cópula, em uma proposição, exige sempre um determinado modo de existência: existência real, que pode ser atual (no passado, presente ou no futuro) ou possível (no passado, presente ou no futuro) e existência ideal, também chamado de imaginário.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;Então, para que a &lt;i&gt;suppositio &lt;/i&gt;ocorra é preciso que a coisa referida pelo termo exista no mesmo modo de existência imposto à proposição pela cópula.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;Esta condição, também, é o primeiro passo para que uma proposição afirmativa seja verdadeira, mas ela por si só não torna a proposição verdadeira. Além disso, também se faz necessário que haja conveniência entre o sujeito e o predicado tendo em vista a natureza de ambos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;São exemplos de proposições em que não há&lt;i&gt; suppositio &lt;/i&gt;(não supre): “A Princesa Isabel será uma grande estadista” ou “Adão faz penitência”. A existência das coisas que os termos “Princesa Isabel” e “Adão” substituem não estão nos mesmos modos de existência exigidos respectivamente pelas cópulas “será” e “faz”. São exemplos de proposições em que ocorre a &lt;i&gt;suppositio&lt;/i&gt; e mesmo assim continuam falsas: “Meu amigo Pedro é vegetal” ou “Eu sou imortal”. A existência das coisas que os termos “Meu amigo Pedro” e “Eu” substituem está nos mesmos modos de existência exigidos respectivamente pelas cópulas “é” e “sou”, mas não há uma conveniência entre as naturezas dos termos sujeitos e predicados.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;Do exposto, depreende-se a seguinte regra: uma proposição afirmativa é falsa se o seu sujeito não supre a exigência da cópula.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;Esta regra não se aplica as proposições negativas, as quais podem ser verdadeiras mesmo quando não há &lt;i&gt;suppositio&lt;/i&gt;. Por exemplo: “Richelieu não ocupa cadeira no Congresso Francês”. A coisa substituída pelo termo “Richelieu” não existe no mesmo modo de existência exigido pela cópula “ocupa”, mas a proposição é verdadeira, pois a relação de exclusão entre as naturezas dos dois termos é conveniente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;Do exposto, ainda se depreende outra regra, aplicável agora ao argumento: uma conseqüência é má se o modo de existência em relação a qual é tomada a &lt;i&gt;suppositio &lt;/i&gt;varia do antecedente para o conseqüente. Noutras palavras, se a coisa substituída pelo termo, numa premissa qualquer, supriu a exigência da cópula num determinado modo de existência, será má a conseqüência quando esta mesma coisa substituída pelo termo suprir na conclusão a exigência da cópula num outro modo de existência.&amp;nbsp; Por exemplo, é o que acontece com o termo “quimera” no seguinte argumento: “Todo animal é (existe)”, ora “A quimera é animal”; logo “A quimera é (existe). O termo “quimera” na premissa menor substituía a coisa suprindo a exigência da cópula “é” no modo de existência ideal; já na conclusão o mesmo termo “quimera” substitui a coisa suprindo a exigência da cópula “é” no modo de existência real. Então, mesmo havendo &lt;i&gt;suppositio&lt;/i&gt; nos dois casos, a conseqüência é má.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify;"&gt;c.3.1.1)Valores da &lt;i&gt;Suppositio&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;Após a análise da existência da &lt;i&gt;suppositio&lt;/i&gt; e os modos de existência exigidos pela cópula, passa-se, por fim, ao estudo dos diversos valores da &lt;i&gt;suppositio&lt;/i&gt;. Na medida em que serão apresentados, outras regras referentes às proposições e aos argumentos serão deduzidas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;Antes de tudo se afirma que o valor da &lt;i&gt;suppositio&lt;/i&gt; de um termo sujeito é determinado pelo predicado. Tais valores se dividem em duas primeiras categorias: a &lt;i&gt;suppositio&lt;/i&gt; &lt;i&gt;materialis &lt;/i&gt;e a &lt;i&gt;suppositio&lt;/i&gt; &lt;i&gt;formalis.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;Pela &lt;i&gt;suppositio&lt;/i&gt; &lt;i&gt;materialis, &lt;/i&gt;o termo sujeito substitui o próprio sinal oral ou escrito. Por exemplo, na proposição “Homem é um nome de cinco letras.”, em que o termo “homem” substitui a notação da palavra e não os indivíduos que ela representa. Pela &lt;i&gt;suppositio&lt;/i&gt; &lt;i&gt;formalis, &lt;/i&gt;o termo sujeito substitui a coisa significada pelo sinal oral ou escrito. Por exemplo, na proposição “Todo homem é mortal”, em que são mortais os indivíduos significados pelo termo “todo homem”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;A &lt;i&gt;suppositio&lt;/i&gt; &lt;i&gt;formalis &lt;/i&gt;se subdivide em própria e imprópria. A &lt;i&gt;suppositio&lt;/i&gt; &lt;i&gt;formalis &lt;/i&gt;imprópria ocorre quando o termo sujeito substitui uma coisa significada num sentido impróprio, por metáfora. Por exemplo, na proposição “O Cordeiro foi imolado pelos pecados do mundo”, em que a coisa significada pelo termo “Cordeiro”, não é o animal, mas sim, por metáfora, é o Salvador da humanidade. &amp;nbsp;A &lt;i&gt;suppositio&lt;/i&gt; &lt;i&gt;formalis &lt;/i&gt;própria ocorre quando o termo sujeito substitui uma coisa significada no seu sentido próprio, por literalidade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;A &lt;i&gt;suppositio&lt;/i&gt; &lt;i&gt;formalis, &lt;/i&gt;própria, se subdivide em simples e real ou pessoal. A simples é aquela em que o termo substitui a coisa no seu significado imediato enquanto natureza universal, sem abarcar qualquer indivíduo em seu conteúdo. Isto ocorre com o termo sujeito quando o seu predicado é um ser lógico. Por exemplo, nas proposições “Vertebrado é um ramificação zoológica” ou “Cordeiro é uma espécie do gênero animal”. Tanto o termo “vertebrado” quanto o termo “Cordeiro” nas citadas proposições substituem a coisa enquanto notas essenciais de um conceito, sem incluir indivíduos no seu conteúdo. A real ou pessoal é aquela em que o termo sujeito, além de significar a coisa em seu sentido imediato de natureza universal, também substitui em seu sentido mediato, abarcando os indivíduos em seu conteúdo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;A &lt;i&gt;suppositio&lt;/i&gt; &lt;i&gt;formalis, &lt;/i&gt;própria, real ou pessoal, se subdivide em singular e comum. A singular acontece quando o termo substitui a coisa enquanto um único sujeito individual. Por exemplo, na proposição “O homem perdeu a batalha de Waterllo”, em que o termo o “o homem” se refere ao indivíduo Napoleão Bonaparte. A comum acontece quando o termo sujeito substitui a coisa enquanto mais de um sujeito individual.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;A &lt;i&gt;suppositio&lt;/i&gt; &lt;i&gt;formalis, &lt;/i&gt;própria, real ou pessoal, comum, se subdivide em &lt;i&gt;disjuntiva, disjuncta, copulata &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;distributa. &lt;/i&gt;A &lt;i&gt;disjuntiva &lt;/i&gt;é aquela em que o termo sujeito substitui algumas coisas que ele significa, enquanto um conjunto de sujeitos individuais determinados. Os sujeitos individuais são determinados de tal modo que a verdade enunciada sobre o conjunto parcial se aplica a todos os indivíduos nele contidos tomados separadamente. Por exemplo, na proposição “Algum homem é mentiroso”, o termo “Algum homem” substitui apenas uma parte do total dos indivíduos ao qual o termo “homem” se aplica e substitui esta parte enquanto um conjunto de sujeitos individualizados, de tal modo que a afirmação feita para o termo “Alguns homens” é também verdadeira para todos os indivíduos nele contidos, como, por exemplo, para o indivíduo “Alcibíades”, cuja proposição verdadeira seria assim formada: “Alcibíades é mentiroso”. A &lt;i&gt;disjuncta &lt;/i&gt;é aquela em que o termo sujeito substitui algumas coisas que ele significa, enquanto um conjunto de sujeitos individuais indeterminados, tomados na confusão indistinta. Neste caso, a verdade enunciada sobre a coisa substituída pelo termo como um conjunto indistinto não se aplica aos sujeitos individuais determinados, mesmo inclusos no conjunto. Por exemplo, na proposição “Algum instrumento é necessário para tocar música”, o termo “Algum instrumento” substitui apenas uma parte do total dos indivíduos ao qual o termo “instrumento” se aplica e substitui esta parte enquanto um conjunto de sujeitos indeterminados, tomados na confusão indistinta, de tal modo que a afirmação feita para o termo “Alguns instrumentos” não é verdadeira para os indivíduos nele contidos, como, por exemplo, para o indivíduo “guitarra”, cuja proposição falsa seria assim formada: “Alguma guitarra é necessária para tocar música”. A &lt;i&gt;copulata &lt;/i&gt;é aquela em que o termo substitui todas as coisas que ele significa, tomando-os coletivamente ou em bloco. Por exemplo, na proposição “Os apóstolos eram doze homens”, o termo “Os apóstolos” substitui o conjunto total dos indivíduos ao qual ele se aplica e substitui, enquanto coletividade, de tal modo que a afirmação feita para o termo “Os apóstolos” não é verdadeira para os indivíduos nele contidos, como, por exemplo, para o indivíduo “Pedro”, cuja proposição falsa seria assim formada: “Pedro era doze homens”.&amp;nbsp; A &lt;i&gt;distributa, &lt;/i&gt;por fim, é aquela em que o termo substitui todas as coisas que ele significa e a cada uma delas em particular. Por exemplo, na proposição “Todo homem é mortal”, o termo “Todo homem” substitui o conjunto total dos indivíduos ao qual ele se aplica e substitui a cada um em particular de tal modo que a afirmação feita para o termo “Todo homem” é verdadeira para todos os indivíduos nele contidos, como, por exemplo, para o indivíduo “Sócrates”, cuja proposição verdadeira seria assim formada: “Sócrates é mortal.”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;A &lt;i&gt;suppositio&lt;/i&gt; &lt;i&gt;formalis, &lt;/i&gt;própria, real ou pessoal, comum, &lt;i&gt;distributa, &lt;/i&gt;se subdivide em completa, incompleta e exceptiva. A completa é aquela em que o termo substitui todas as coisas que ele significa e a cada indivíduo em particular, conforme conceito e exemplo já exposto. A incompleta é aquela em que o termo substitui todas as espécies que ele significa, mas não todos os indivíduos contidos nas referidas espécies. Por exemplo, na proposição “Todo animal esteve na arca de Noé”, o termo “Todo animal” substitui o conjunto total das espécies as quais ele se aplica e substitui de tal modo que a afirmação feita para o termo “Todo animal” é verdadeira para as espécies nele contidas, como, por exemplo, para a espécie “Canina”, cuja proposição verdadeira seria assim formada: “O Caninos estiveram na arca de Noé”, mas não todos os indivíduos contidos nas referidas espécies, como, por exemplo, para o indivíduo “Snoopy”, cuja proposição falsa seria assim formada: “Snoopy esteve na arca de Noé”. A Exceptiva é aquela em que o termo substitui todos os indivíduos que ele significa, exceto um. Por exemplo, na proposição “Todo homem puramente homem nasceu com o pecado”, o termo “Todo homem puramente homem” substitui o conjunto total dos indivíduos aos quais ele se aplica e substitui de tal modo que a afirmação feita para o termo “Todo homem puramente homem” é verdadeira para os indivíduos nele contidos, como, por exemplo, para o indivíduo “Teresa”, cuja proposição verdadeira seria assim formada: “Teresa nasceu com o pecado”, mas exceto um indivíduo, como, por exemplo, para o indivíduo “Virgem Maria”, no contexto da doutrina católica, cuja proposição falsa seria assim formada: “A Virgem Maria nasceu com o pecado”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;Do exposto, sobre a &lt;i&gt;suppositio&lt;/i&gt; &lt;i&gt;formalis, &lt;/i&gt;própria, real ou pessoal, comum, afirma-se que as &lt;i&gt;disjuntivas&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;distributas&lt;/i&gt; admitem &lt;i&gt;descensus &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;ascensus&lt;/i&gt;, já as &lt;i&gt;copulatas &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;disjuntas &lt;/i&gt;não admitem. &lt;i&gt;Descensus &lt;/i&gt;ocorre quando, por inferência, as afirmações feitas sobre o termo superior é verdadeira quando também feita para os termos inferiores, enquanto o &lt;i&gt;ascensus &lt;/i&gt;ocorre quando é verdadeira a passagem das afirmações na ordem inversa, dos termos inferiores para os superiores.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;Do exposto, em todas as proposições afirmativas o predicado terá o valor de suplência da &lt;i&gt;suppositio&lt;/i&gt; &lt;i&gt;formalis, &lt;/i&gt;própria, real ou pessoal, comum, &lt;i&gt;disjunta. &lt;/i&gt;Por exemplo, na proposição “Todo homem é animal”, ou na proposição “Toda execução musical exige um instrumento”, os predicados “animal” e “instrumento” substitui algumas coisas que eles significam (“algum animal” e “algum instrumento”), enquanto um conjunto de sujeitos individuais indeterminados, tomados na confusão indistinta. Assim, a verdade enunciada sobre a coisa substituída pelo termo-predicado como um conjunto indistinto não se aplica aos indivíduos determinados, mesmo inclusos no conjunto. Por exemplo, para o indivíduo “guitarra” ou para o indivíduo “Pedro”, cujas proposições falsas seriam assim formadas: “Todo homem é Pedro” ou “Toda execução musical exige uma guitarra”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;Do exposto, em contrário, em toda proposição negativa o predicado possui o valor de suplência da &lt;i&gt;suppositio&lt;/i&gt; &lt;i&gt;formalis, &lt;/i&gt;própria, real ou pessoal, comum, &lt;i&gt;distributa. &lt;/i&gt;Ou seja, todos os indivíduos que o termo predicado substitui não se aplicam ao sujeito.&amp;nbsp; Por exemplo, na proposição “O homem não é um puro espírito”, em que todos os indivíduos contidos no termo-predicado “puro espírito” não são quaisquer dos indivíduos contidos no termo-sujeito “homem”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;Do exposto, o valor de suplência do sujeito é determinado pelo predicado em toda proposição. Esta é a regra fundamental da &lt;i&gt;suppositio&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;Há outra possibilidade de divisão classificatória da &lt;i&gt;suppositio personalis, &lt;/i&gt;considerando agora não mais o predicado, mas sim em relação ao verbo ou a cópula da proposição. É chamada de &lt;i&gt;suppositio naturalis &lt;/i&gt;quando o termo sujeito substitui algo ao qual o predicado convém essencialmente, quando o predicado revela algo que participa da essência do termo sujeito. Por exemplo, na proposição “o homem é capaz de raciocinar”, em que a capacidade de raciocinar é uma nota essencial do termo “homem”, sem a qual o homem deixa de ser aquilo que é.&amp;nbsp; É chamada de &lt;i&gt;suppositio accidentalis &lt;/i&gt;quando o termo sujeito substitui algo ao qual o predicado convém acidentalmente, quando o predicado convém ao sujeito apenas de modo secundário e derivado de uma característica essencial. Por exemplo, na proposição “O homem é mentiroso”, isto é, o predicado “mentiroso” se aplica ao termo “homem” de maneira acidental, derivada da primária característica, que é a capacidade de raciocinar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;Do exposto, segue-se que um sujeito indefinido supre universalmente (&lt;i&gt;suppositio universalis) &lt;/i&gt;em matéria necessária e particularmente (&lt;i&gt;suppositio disjunta) &lt;/i&gt;em matéria contingente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;Do exposto, toda conseqüência é boa quando o gênero da &lt;i&gt;suppositio &lt;/i&gt;não varia de uma proposição para outra.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;Além da &lt;i&gt;suppositio, &lt;/i&gt;Jacques Maritain menciona também as seguintes propriedades do termo: &lt;i&gt;ampliatio, restrictio, alienatio, diminutio &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;appellatio.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="margin-left: 1cm; text-align: justify;"&gt;c.3.2)&lt;i&gt;Ampliatio e restrictio.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="margin-left: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;A &lt;i&gt;ampliatio &lt;/i&gt;e a&lt;i&gt; restrictio &lt;/i&gt;são propriedades que descrevem funções contrárias. A primeira é a propriedade do termo que lhe permite passar de uma menor extensão para uma maior extensão, quando deslocado de uma proposição para outra. Neste caso, o termo posto na existência potencial possui maior extensão que a do mesmo termo posto na existência atual, que, por sua vez, possui maior extensão que a dos indivíduos parcialmente considerados e pertencentes à extensão do termo. O exemplo de &lt;i&gt;ampliatio, &lt;/i&gt;cuja passagem é da existência atual para a potencial, ocorre nestas proposições: “todo homem (existindo atualmente) é falível” para “todo homem (com essência possível) é falível”. No termo “todo homem (com essência possível)” estão inclusos a essência humana e mais todos os indivíduos humanos, enquanto que no termo “todo homem (existindo atualmente)” estão inclusos todos os indivíduos humanos, mas está excluída de sua extensão a essência humana. Segue outro exemplo, agora com a passagem do termo da existência atual parcial para existência atual distribuída: da proposição “todo homem &lt;i&gt;pobre&lt;/i&gt; é infeliz” para “todo homem é infeliz”. No termo “todo homem” estão incluso todos os indivíduos humanos, enquanto que no termo “todo homem &lt;i&gt;pobre”&lt;/i&gt; está incluso apenas uma parte dos indivíduos humanos, os pobres. A segunda é a propriedade que o termo possui para passar de uma maior extensão para uma menor extensão, quando deslocado de uma proposição para outra. Neste caso, a regra é a seguinte: nas proposições afirmativas, é necessário que o termo mais amplo seja universal e que o sujeito exista. Um exemplo de &lt;i&gt;restrictio&lt;/i&gt; ocorre nestas proposições: “todo homem é dotado de razão; logo, Napoleão I era dotado de razão”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="margin-left: 1cm; text-align: justify;"&gt;c.3.3)&lt;i&gt;Alienatio, diminutio e appellatio&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="margin-left: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;A &lt;i&gt;alienatio &lt;/i&gt;é uma propriedade que transfere o valor de uma suplência própria para uma suplência imprópria ou metafórica. Por exemplo, na proposição “Este filósofo é um asno”, em que o termo-sujeito “filósofo” possui suplência própria, mas foi referido pelo termo-predicado “asno” numa suplência imprópria. A &lt;i&gt;diminutio&lt;/i&gt;, de outro modo, é a propriedade que leva um termo a substituir um sujeito menos extenso do que aquele que substituiria se fosse o referido termo considerado fora do contexto. Por exemplo, na proposição “todo argumento é bom na medida em que for verdadeiro”, em que o termo-sujeito “todo argumento” fora do contexto engloba muito mais indivíduos do que no contexto estabelecido pelo predicado “é bom na medida em que for verdadeiro”. Por fim, tem-se a propriedade da &lt;i&gt;appellatio, &lt;/i&gt;que impõe ao termo-sujeito um significado dado por outro termo, tomado num sentido determinado que este por si não teria. Por exemplo, na proposição “Pedro é um grande comilão”, o termo “grande” é imposto ao sujeito “Pedro” somente em relação à faculdade de comer expressada pelo termo “comilão”. A &lt;i&gt;appellatio&lt;/i&gt;, por isso, é diferente de um mero predicado, pois este é a determinação do sujeito, enquanto aquela reveste o sujeito de certa determinação e é investido nesta que ele recebe o predicado.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify;"&gt;d)Conclusão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 1cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;Finda a exposição do termo, tem-se que uma mesma palavra, com um mesmo significado, pode ocupar o lugar de coisas diferentes num dado discurso. Tem-se, também, que o valor da suplência de um termo depende da contextura da proposição a que pertence, sendo esta uma unidade, um todo, formado pelas partes, que são os termos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/612163215143604634-7599252388643161103?l=hefesto-hefesto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/feeds/7599252388643161103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2011/01/termo-segundo-jacques-maritain.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/7599252388643161103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/7599252388643161103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2011/01/termo-segundo-jacques-maritain.html' title='Termo, segundo Jacques Maritain'/><author><name>Eloi Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09352318394316401747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-612163215143604634.post-4299055420226303447</id><published>2011-01-08T05:49:00.000-08:00</published><updated>2011-01-09T03:22:23.045-08:00</updated><title type='text'>Segundo Intervalo, ou A conversão de Chesterton</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Prezados Amigos;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vejam como ocorreu a conversão vivida por G. K. Chesterton, relatada no livro "Ortodoxia", publicado pela Editora Mundo Cristão. Ela nos revela que a inteligência para compreender o mundo deve procurar harmonizar as verdades parciais, obtidas nos vários momentos e setores da vida, uma vez que, dotadas ao mesmo tempo de natureza individual e de propriedades interdependentes, fazem parte, juntamente com o mistério, da Grande Verdade Complexa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O autor, com a doutrina de um Deus pessoal (que criou o mundo separado de si) encontrou explicações para a sua conclusão intuitiva de que o mundo merece ser amado, mas não merece inteira confiança. Daí, todas as suas outras intuições, estas tidas na infância, foram explicadas por um determinado ponto da doutrina. Sua intuição de que as formas da natureza são causadas por escolhas misteriosas foi explicada pela vontade de Deus. Sua intuição de que a felicidade é condicionada e o bem é uma relíquia foi explicada pela doutrina da Queda. Sua intuição de que o universo é pequeno e aconchegante foi explicada pela natureza infinita de Deus. E, segundo o autor, compreendeu o mais importante, quando tais encaixes modificaram o seu entendimento sobre a causa para o otimismo humano: ao invés do homem ser otimista porque se encontra em completa harmonia com a natureza, o homem deve ser otimista pelo fato de não se adequar completamente ao mundo.     &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, o exemplo de Chesterton nos mostra que um intelectual, antes de tudo, deve ser um homem sério e honesto, que utiliza a história, as experiências e os pensamentos para verificar a consistência das doutrinas.&amp;nbsp; Segue o trecho do livro:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"E depois aconteceu uma experiência que é impossível descrever. Foi como se eu houvesse estado tateando às cegas desde o berço com duas máquinas enormes e pouco manejáveis, de formato distinto e sem conexão aparente – o mundo e a tradição cristã. Eu descobria esta falha no mundo: o fato de alguém ter de algum modo de amar o mundo sem confiar nele; de alguma forma, devíamos amar o mundo sem sermos mundanos. Descobrir essa saliente característica da teologia cristã, como uma espécie de ponta rígida, a insistência dogmática de que Deus era pessoal e criara um mundo separado de si mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ponta do dogma encaixa-se exatamente na falha do mundo – evidentemente fora concebida para ocupar esse espaço – e então uma coisa estranha começou a acontecer. Assim que essas duas partes das duas máquinas se ajustaram, uma depois da outra, todas as demais se encaixaram, combinando com misteriosa exatidão. Eu podia ouvir peça por peça em toda a maquinaria ocupando seu lugar com uma espécie de clique de alívio. Depois de ajustada uma parte, todas as outras repetiam o ajuste, como toque após toque o relógio bate o meio-dia. Instinto após instinto era respondido por doutrina após doutrina. Ou, para variar a metáfora, eu era como alguém que houvesse avançado num país inimigo para tomar uma alta fortaleza. E quando o forte caíra, todo o país se rendera, posicionando-se em bloco atrás de mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A paisagem toda estava iluminada, por assim dizer, remontando aos campos de minha infância. Todas aquelas fantasias cegas da meninice que no quarto capítulo em vão tentei identificar nas trevas, de repente, tornaram-se transparentes e sadias. Eu estava certo quando senti que as rosas eram vermelhas por alguma espécie de escolha: era a escolha divina. Eu estava certo quanto senti que eu quase preferia dizer que a relva tinha a cor errada a dizer que aquela sua cor devia ser necessária: ela poderia de fato ser de qualquer outra cor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha percepção de que a felicidade pendia do fio incerto de uma condição, no fim das contas, significava alguma coisa: significava a doutrina da Queda. Mesmo aqueles sombrios e informes monstros de noções que não fui capaz de descrever, muito menos de sustentar, ocuparam suavemente seus espaços como colossais cariátides do credo. A fantasia de que o cosmo não era vasto e vazio, mas pequeno e aconchegante, tinha agora um significado realizado, pois toda obra de arte deve ser pequena aos olhos do artista: para Deus as estrelas talvez fossem apenas minúsculas e caras, como diamantes. E o meu persistente instinto de que, de algum modo, o bem não era simplesmente um instrumento a ser usado, mas uma relíquia a ser preservada, como os bens do navio de Crusué – até isso fora o tímido sussurro de algo originalmente sábio, pois segundo o cristianismo, éramos de fato os sobreviventes de um naufrágio, a tripulação de um navio dourado que fora a pique antes do começo do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o ponto importante era o seguinte: que tudo isso invertera totalmente a razão do otimismo. E no instante em que a inversão aconteceu, senti um súbito alívio como quando um osso é recolocado em sua articulação. Muitas vezes chamara-me de otimista, para evitar a blasfêmia por demais evidente do pessimismo. Mas todo o otimismo da época tinha sido falso e desanimador por esta razão: ele sempre tentara provar que estamos em harmonia com o mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O otimismo cristão baseia-se no fato de NÃO nos encaixarmos no mundo. Eu tentara ser feliz dizendo a mim mesmo que o homem é um animal como outro qualquer que procurava seu alimento provindo de Deus. Mas agora eu estava realmente feliz, pois aprendera que o homem é uma monstruosidade. Eu estivera certo ao sentir que todas as coisas eram estranhas, pois eu mesmo era simultaneamente pior e melhor que todas elas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O prazer do otimista era prosaico, pois baseava-se na naturalidade de tudo; o prazer cristão era poético, pois residia na antinaturalidade de tudo a luz do sobrenatural. O filósofo moderno me dissera muitas e muitas vezes que eu estava no lugar certo, e eu ainda me sentia deprimido mesmo aceitando isso. Mas eu ouvira que estava no lugar ERRADO, e minha alma exultou de alegria, cantando como um pássaro na primavera. O conhecimento revelou e iluminou aposentos esquecidos da casa escura da infácia. Agora eu sabia por que a relva sempre me parecera estranha como a barba verde de um gigante, e por que eu podia sentir saudades de casa estando em casa.”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/612163215143604634-4299055420226303447?l=hefesto-hefesto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/feeds/4299055420226303447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2011/01/segundo-intervalo-ou-conversao-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/4299055420226303447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/4299055420226303447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2011/01/segundo-intervalo-ou-conversao-de.html' title='Segundo Intervalo, ou A conversão de Chesterton'/><author><name>Eloi Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09352318394316401747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-612163215143604634.post-2686292691783102841</id><published>2010-12-22T10:01:00.000-08:00</published><updated>2010-12-22T10:03:39.109-08:00</updated><title type='text'>Intervalo no estudo do Termo, segundo Jacques Maritain</title><content type='html'>Prezados amigos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue um grande poema de Santa Teresa de Jesus, traduzido por Milton Amado, o qual estabelece novas consequências a partir da relação entre vida, ferimento mortal e morte, em razão dos princípios da conversão ao Nosso Senhor Jesus Cristo e da ressurreição da carne:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"No mais íntimo foi meu ser ferido&lt;br /&gt;e maravilhas tais o golpe trouxe&lt;br /&gt;que dúvidas não tenho de que fosse&lt;br /&gt;ele por mão divina desferido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E embora fosse grave o ferimento,&lt;br /&gt;pois mortalmente o dardo me atingira&lt;br /&gt;com dor que igual ninguém jamais sentira,&lt;br /&gt;é dessa chaga que retiro alento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mortal - e como pode então dar vida?&lt;br /&gt;Dá vida - e como pode então destruir?&lt;br /&gt;Como pode curar após ferir&lt;br /&gt;e a Deus fazer-me com mais força unida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divina habilidae é de supor&lt;br /&gt;a essa Mão por que a lança é dirigida&lt;br /&gt;que o inimigo atravessa e dá-lhe vida,&lt;br /&gt;curvando-o ao que deseja o Vencedor."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, compare e perceba a harmonia existente entre o poema e a escultura de Gian Lorenzo Bernini:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.blogdacompanhia.com.br/wp-content/uploads/2010/09/800px-Santa_teresa_di_bernini_04.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://www.blogdacompanhia.com.br/wp-content/uploads/2010/09/800px-Santa_teresa_di_bernini_04.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/612163215143604634-2686292691783102841?l=hefesto-hefesto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/feeds/2686292691783102841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2010/12/intervalo-no-estudo-do-termo-segundo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/2686292691783102841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/2686292691783102841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2010/12/intervalo-no-estudo-do-termo-segundo.html' title='Intervalo no estudo do Termo, segundo Jacques Maritain'/><author><name>Eloi Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09352318394316401747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-612163215143604634.post-8794496036643132971</id><published>2010-08-03T14:38:00.000-07:00</published><updated>2010-08-08T17:05:32.228-07:00</updated><title type='text'>Termo, segundo Jacques Maritain</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3. O Conceito&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O conceito é o objeto formal da operação da simples apreensão. É a obra produzida pelo espírito dentro de si mesmo, é, portanto, sempre imaterial, abstrato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No caminho percorrido pelo espírito para produção do conceito objetivo -&amp;nbsp; da coisa existente no mundo material até a sua essência existente no mundo imaterial - ele passa por uma etapa distinta&amp;nbsp; e antecedente, que é também chamada de conceito. Daí porque se diz que há dois tipos de conceitos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O primeiro tipo, o da primeira etapa, é o conceito mental ou verbo mental, adquirido quando o espírito capta a “imagem” ou a similitude espiritual da coisa, produzida no seu próprio âmbito, com o objetivo de servir de meio pelo qual intelige a coisa. O conceito mental corresponde a uma necessidade do conhecimento intelectual, pois ele leva o objeto inteligível ao último grau de imaterialidade necessário para ser percebido, e corresponde à fecundidade própria da inteligência, pois com ele a inteligência procura manifestar para si mesma aquilo que acabou de apreender.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse conceito mental é portador de um objeto: a essência da coisa apresentada sob um aspecto inteligível. Eis aí o segundo tipo de conceito – o conceito objetivo, a essência – que é o quê concebemos da coisa, tornada presente ao nosso espírito. Ele é a própria coisa enquanto cai sob o conhecimento intelectual.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O conceito objetivo é o que conhecemos; o conceito mental é pelo que conhecemos. Este é algo que pertence ao observador e é utilizado por ele para conhecer o objeto, assim como é a mão, que o observador utiliza para pegar um animal; aquele é algo que pertence ao objeto e é utilizado pelo observador para conhecer o objeto, assim como as patas ou as orelhas, pelas quais o observador agarra o animal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O conceito objetivo, que é o mesmo objeto formal da simples apreensão (a essência), é o tipo que interessa imediatamente à lógica, quando da realização das “composições”, “divisões” e verificações de conveniência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dentro da lógica, o conceito objetivo, por ser abstração feita de uma existência atual, é sempre encarado como uma existência possível. Todo conceito, por exemplo “cegueira”, “número”, “ponto”, “um mundo melhor” ou “homem”, é sempre uma abstração daquilo que existe de fato, e, por isso, pela lógica, é algo existente na esfera do possível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Interessa à lógica a análise do conceito objetivo, sob o ângulo da sua compreensão e da sua extensão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A compreensão do conceito objetivo é a totalidade das suas notas constitutivas. São notas de um conceito os elementos que pertencem a ele necessariamente. Por exemplo, do conceito homem se pode perceber as seguintes notas: substância, corpo vivo, dotado de sensibilidade, racional. Tais notas são essenciais ao conceito, pois, se privado de qualquer uma delas, deixa de ser o quê é.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já a extensão do conceito objetivo é a totalidade de indivíduos e espécies objetos de conceitos universais menores, sobre os quais ele se aplica (convém).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A regra geral referente à compreensão e à extensão do conceito objetivo é fixada da seguinte maneira: a extensão e a compreensão de um conceito estão entre si numa razão inversa. Quanto maior a extensão, menor a compreensão; e quanto maior a compreensão, menor a extensão. Por exemplo, o conceito animal possui uma extensão maior que o conceito homem, pois abarca na sua amplitude uma quantidade maior de indivíduos: todos os indivíduos abarcados pelo conceito homem e, além destes, todos os indivíduos abarcados por outros conceitos universais menores como cachorro e gato; entretanto o conceito animal possui uma compreensão menor que a do conceito homem, pois possue menor quantidade de notas conceituais, por exemplo a nota “racional” que pertence ao conceito homem não se aplica ao conceito animal, entretanto, todas as notas pertencente ao conceito animal se aplica ao conceito homem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entende Jacques Maritain que, como um conceito apresenta imediatamente ao espírito uma essência representativa de alguma coisa real, sua característica primordial é a compreensão, sendo a extensão apenas uma propriedade decorrente e pressuposta da compreensão. Assim, a compreensão deve ser entendida num sentido objetivo, pois as notas conceituais constituem a essência do conceito em si mesmo e estão nele contidas radicalmente, não é fruto de uma imposição arbitrária feita pelo observador. Independentmente da variação das nomenclaturas utilizadas, como ocorre por exemplo no uso das várias linguas existentes, as notas conceituais são as mesmas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Daí porque um conceito objetivo é primeiramente compreendido pela sua definição essencial, e secundariamente pelas notas não-essenciais (acidentais) que decorrem necessariamente das notas essenciais, e a isto se chama definição descritiva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No que se refere à extensão, comparativamente, chama-se conceito superior o conceito de maior extensão e conceito inferior aquele de menor extensão, por exemplo, animal é um conceito superior em relação a homem, que é um conceito inferior. O conceito superior está para o inferior assim como o todo está para a parte. Os lógicos denominam o conceito superior de todo potencial ou todo lógico, pois nele contém os conceitos inferiores, e denominam os conceitos inferiores de partes subjetivas, pois estes conceitos inferiores são sujeitos dos quais o conceito superior é predicado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No âmbito da lógica menor, os vários tipos de conceito são divididos segundo tais perpectivas: a) em relação ao ato da simples apreensão; b) segundo a sua compreensão e; c) segundo a sua extensão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;a) Em relação ao ato da simples apreensão, os conceitos podem ser complexos ou incomplexos, uma vez que o conceito objetivo é o objeto formal da simples apreensão. As explicações desta parte são idênticas àquelas referentes ao objeto formal mencionada no tópico da simples apreensão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda quanto ao ato da simples apreensão, os conceitos podem ser conceptus ulyimatus (conceito da coisa), que se refere à própria coisa, e conceptus non ultimatus (conceito do sinal), que se refere à palavra escrita ou falada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;b) Segundo a sua compreensão, os conceitos se dividem em concretos e abstratos. Os conceitos concretos são aqueles que apresentam ao espírito a forma de um sujeito que ela (forma) determina. Apresenta ao espírito o quê é isto ou aquilo. Por exemplo, o conceito homem, cuja forma determina um sujeito. Os conceitos abstratos, ao contrário, apresentam ao espírito uma forma, mas sem o sujeito que ela determina. Apresenta ao espírito pelo que uma coisa é isto ou aquilo. Por exemplo, humanidade. Ambos os tipos são abstratos, porque abstraídos da experiência sensível, mas os segundos são abstratos na segunda potência, porque separam uma forma do sujeito que ela determina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;c) Segundo a sua extensão, os conceitos se dividem em coletivos e divisivos. Coletivos são aqueles que se realizam num grupo de indivíduos tomados coletivamente, por exemplo, o conceito exército e família; divisivos são aqueles que se realizam nos próprios indivíduos tomados cada um em particular, por exemplo, homem e soldado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;e) Ainda segundo a extensão, é possível dividir o conceito, mas enquanto ocupante da função de sujeito numa proposição, por isso agora considerado de modo dinâmico. O termo extensão, neste contexto, significa a abrangência dos indivíduos aos quais o conceito é considerado como comunicável em sua função de sujeito. A referida abrangência poderá abarcar toda a universalidade do conceito, abstraindo deste qualquer consideração dos indivíduos; poderá abarcar parte indeterminada desta universalidade, aí já considerando uma parte dos indivíduos indeterminadamente; ou poderá abarcar parte determinada ou individual da universalidade, aí também incluindo a modalidade individual no seu aspecto determinado. Nesta condição, o conceito-sujeito será singular ou individual, quando se realizar num único indivíduo ou numa parte determinada da universalidade abrangida pelo conceito, por exemplo, “este homem”, ou ainda “Aristóteles”, ou ainda “estes dois homens”; será comum particular, quando se realizar numa parte indeterminada dos indivíduos componentes da universalidade abrangida pelo conceito, por exemplo, “alguns homens”, o ainda “alguns filósofos”; e será comum distributivo ou universal, quando se realizar em todos os indivíduos da universalidade abrangida pelo conceito, por exemplo, “todo homem”, ou ainda “todo filósofo”, ou quando se realizar na própria essência do conceito apreendida na simples apreensão, não voltada aos indivíduos no real, por exemplo, nesta frase, “homem é atribuível a vários sujeitos”, ou nesta frase, “o homem é a mais nobres das criaturas”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As palavras “este”, “algum” e “todo” são utilizadas para marcar em que extensão o conceito-sujeito recebe o predicado: se recebe em toda a sua universalidade, se na parte indeterminada da sua universalidade, ou se na parte individual ou determinada da sua universalidade. A noção de universalidade aqui é sempre com relação aos indivíduos abrangidos, exceto quando apontada para a própria essência do conceito apreendida na simples apreensão, não voltada aos indivíduos no real.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As qualidades singular, particular e distributivo, atribuídas aos conceitos-sujeito, se estendem as proposições na medida em que participam delas embutidas em um destes sujeitos, daí porque as proposições também são chamadas de singulares, particulares e distributivas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/612163215143604634-8794496036643132971?l=hefesto-hefesto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/feeds/8794496036643132971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2010/08/termo-segundo-jacques-maritain.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/8794496036643132971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/8794496036643132971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2010/08/termo-segundo-jacques-maritain.html' title='Termo, segundo Jacques Maritain'/><author><name>Eloi Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09352318394316401747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-612163215143604634.post-303697350557729605</id><published>2010-06-19T16:51:00.000-07:00</published><updated>2010-07-29T17:18:07.597-07:00</updated><title type='text'>Termo, segundo Jacques Maritain</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2. A simples apreensão&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A simples apreensão é a primeira atividade praticada pelo espírito quando se debruça sobre um objeto qualquer. Segundo Jacques Maritain, &lt;i&gt;é o ato pelo qual a inteligência&lt;/i&gt; [apenas] p&lt;i&gt;ercebe alguma coisa, sem nada afirmar ou negar sobre ela.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O objeto deste primeiro ato do espírito se divide em material e formal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objeto material é uma coisa qualquer, sobre a qual o espírito se debruça; por exemplo, este homem ou esta pedra de fato existente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, esse objeto material é apenas o ponto de partida para a operação da simples apreensão, porque seu ponto de chegada, o seu objetivo principal é, a partir do objeto material, captar o objeto formal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objeto formal, por sua vez, não é a coisa externa, mas é aquilo que o espírito apreende da coisa. Isto que o espírito apreende da coisa é chamada por Jacques Maritain de essência, natureza ou quididade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, a simples apreensão é o ato pelo qual o espírito, na media em que se debruça sobre uma coisa, capta da coisa aquilo que é inteligível.&amp;nbsp; O autor, inclusive, esclarece deste modo: as essências atingidas pela simples apreensão não nos fornece de logo o conhecimento da constituição íntima das coisas, mas apenas os aspectos inteligíveis mais simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a primeira operação do espírito, é o primeiro passo dado pelo espírito antes de poder afirmar ou negar algo sobre a coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A simples apreensão do objeto acontece de modo diferente, neste ou naquele ato particular do espírito. Isto acontece porque o objeto, enquanto submetido ao ato particular, possui um particular aspecto inteligível. Quanto à particularidade em que são concebidos no ato, os objetos se dividem em incomplexos e complexos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objeto incomplexo é aquele que se apresenta explicitamente sob um único aspecto inteligível, daí porque demanda uma única apreensão inteligível e é expresso por um único termo. Por exemplo, “homem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objeto complexo, entretanto, é aquele que se apresenta explicitamente sob dois ou mais aspectos inteligíveis, daí porque demanda duas ou mais apreensões inteligíveis e, por isso, é expresso por dois ou mais termos. Por exemplo, “animal racional”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, a mesma essência humana, enquanto objeto da simples apreensão, poderá ser apreendida pelo espírito de um modo incomplexo, num único ato, representado, por exemplo, pelo termo “homem”; ou poderá ser apreendida de um modo complexo, em dois ou mais atos, representados, por exemplo, pelo termo “animal racional”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, independentemente do ato particular do espírito, os objetos também podem ser classificados, considerando-os em si mesmos. Se o objeto da simples apreensão for uma única essência ele é chamado de incomplexo. Por exemplo: “homem” ou “animal racional”; independentemente de serem formados por uma ou duas apreensões inteligíveis, de possuírem um ou dois termos, é apenas uma só essência. O objeto incomplexo é, portanto, indivisível em si mesmo. Se o objeto da simples apreensão for várias essências unidas ele é chamado de complexo. Por exemplo: “um homem vestido com roupa suntuosa” ou “a garça de bico longo ajustado num longo pescoço”; neste caso, é divisível por si mesmo, porque cada essência distinta é apreendida num conjunto para a formação da essência complexa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As divisões do objeto da simples apreensão, considerando-os em si mesmo, ou considerando-os no particular aspecto em que foram apreendidos, permite a seguinte análise combinatória: o objeto poderá ser incomplexo em si mesmo e incomplexo quando ao modo de apreensão (por exemplo: homem); o objeto poderá ser incomplexo em si mesmo e complexo quando ao modo de apreensão (por exemplo: animal racional); o objeto poderá ser complexo em si mesmo e incomplexo quando ao modo de apreensão (por exemplo: filósofo); o objeto poderá ser complexo em si mesmo e complexo quando ao modo de apreensão (por exemplo: a garça de bico longo ajustado num longo pescoço).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclui-se, do exposto, que a simples apreensão é a primeira operação do espírito; é o ato pelo qual a inteligência capta da coisa aquilo que é inteligível; essa captação pode se dá por apenas uma apreensão inteligível ou mais de uma, a depender do particular aspecto inteligível em que o objeto foi apreendido; e em razão da complexidade do objeto captado, pode se expressar por uma essência ou seqüência de essências unidas, as quais são captadas sem que delas nada se afirme ou negue. &lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/612163215143604634-303697350557729605?l=hefesto-hefesto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/feeds/303697350557729605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2010/06/termo-segundo-jacques-maritain_19.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/303697350557729605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/303697350557729605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2010/06/termo-segundo-jacques-maritain_19.html' title='Termo, segundo Jacques Maritain'/><author><name>Eloi Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09352318394316401747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-612163215143604634.post-1724874872523566791</id><published>2010-06-19T16:19:00.000-07:00</published><updated>2010-06-19T16:42:19.176-07:00</updated><title type='text'>Termo, segundo Jacques Maritain</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1. As três operações do espírito e as três obras do  espírito&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O objetivo último do espírito que  utiliza a razão como instrumento de ciência ou meio para a aquisição da  verdade é a produção de uma obra chamada argumentação correta, a qual  decorre de uma atividade racional última chamada de raciocínio.  Entretanto, antes do espírito praticar tal atividade para a construção  de tal obra, pratica atividades anteriores e constrói obras também  anteriores, as quais são pré-requisitos para aquelas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jacques Maritain denomina as atividades do espírito de  operações do espírito e denomina as obras produzidas por tais atividades  de obras do espírito. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste contexto, o termo representa uma  obra anterior produzida pelo espírito, que será utilizada em operações  posteriores para a construção de obras posteriores. Daí porque, para  entender o significado do termo é necessário, antes, que seja entendido o  significado de operações do espírito e de obras do espírito. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo Jacques Maritain o espírito pratica três operações  e, conseqüente, em decorrência de cada uma delas, três respectivas obras  são produzidas, considerando que a primeira obra é utilizada na segunda  operação para a construção da segunda obra e que esta é utilizada na  terceira operação para a construção da terceira e última obra. De tal  ordem se conclui a dependência necessária da terceira obra em relação a  segunda e desta em relação a primeira. A mesma dependência se aplica às  três operações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto à obra do espírito, o autor  chama a atenção para o fato de que é produzida no espírito, daí porque  não é em si mesma material e sim espiritual. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na ordem decrescente da exposição, seguem-se breves  considerações sobre cada uma das operações e obras do espírito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A terceira e última operação do espírito, conforme  denominação já referida, é a operação do raciocínio. É a operação mais  complexa, porque com ela utilizamos as coisas já conhecidas para  chegarmos às que ainda não conhecemos, através de demonstrações, fazendo  progredir a nossa ciência. Embora complexa, a operação do raciocínio é  una, indivisível, pois visa exclusivamente à conclusão final. Sua  estrutura é formada por duas proposições conhecidas, a partir das quais  se chega a uma proposição conclusiva ainda não conhecida, sendo que este  é o objetivo exclusivo do raciocínio, daí porque sua unidade está na  necessária dependência da proposição conclusiva em relação às duas  proposições antecedentes, e na completa inutilidade destas duas  proposições para o raciocínio em questão se não houver a manifestação da  proposição conclusiva.      &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O raciocínio produz a obra do espírito e  no espírito chamada argumentação, que consiste na reunião de  proposições dentro da estrutura já descrita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O  exemplo do quê a operação do raciocínio produz no espírito pode assim  ser representado graficamente: destas duas proposições, &lt;i&gt;todo homem é  mortal&lt;/i&gt; e&lt;i&gt; Sócrates é homem&lt;/i&gt;, se deduz a proposição conclusiva &lt;i&gt;Sócrates  é mortal&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A segunda operação do espírito, por sua vez, é o juízo, que  consiste em afirmar ou negar uma coisa de outra coisa. Através da  operação do juízo afirmamos a relação de identidade entre duas coisas,  ou negamos a relação de identidade entre duas coisas. Assim, declaramos a  posse da verdade sobre um determinado ponto. Convém, ainda, esclarecer  que o juízo é também um ato uno e indivisível, pois é um movimento de  pensamentos que une um sujeito a um predicado pela relação de  identidade. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O juízo produz a obra do espírito e no espírito chamada  proposição ou enunciado. A proposição produzida pelo espírito é a  proposição &lt;i&gt;pensada&lt;/i&gt;, isto porque a proposição &lt;i&gt;falada&lt;/i&gt;, quer  mentalmente falada quer realmente falada, é apenas o sinal oral da  proposição &lt;i&gt;pensada&lt;/i&gt;, sendo que&amp;nbsp; a diferença entre uma e outra&amp;nbsp; é similar à diferença entre uma casa e o sinal que a  representa. A proposição pensada, segundo Maritain, é um organismo  imaterial composto de vários conceitos; já uma proposição falada é um  composto inerte de partes materiais (palavras) justapostas no tempo  (oral) ou no espaço (escrita).&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O exemplo do que a operação do juízo  produz no espírito pode assim ser representado graficamente: &lt;i&gt;todo  homem é mortal.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A primeira operação do espírito, por fim, é a simples  apreensão, que consiste em formar uma idéia no espírito através da qual  se apreende algum objeto simples. Por este ato um objeto de pensamento é  apresentado à consideração e à posse do espírito, mas apenas oferece um  objeto discernível numa coisa, sem oferecer outros objetos que  realmente ou possivelmente estão unidos a esta coisa, daí porque o  espírito, pela simples apreensão de um objeto, não tem ainda o que  afirmar ou negar sobre ele. Por isso, é um ato uno e indivisível e é  também simples, pois não comporta divisão em partes, e se refere a um  objeto que é indivisível em si mesmo ou é pelo menos apreendido da mesma  maneira que os objetos indivisíveis, sem implicar construção edificada  pelo espírito.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A simples apreensão é uma operação primeira do espírito,  que não supõe qualquer outra antecedente, e ainda não representa o  primeiro ato de conhecimento. Ela produz a obra do espírito chamada  conceito.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;O exemplo do que a  operação da simples apreensão produz no espírito pode assim ser  representado graficamente: “&lt;i&gt;homem”, "Sócrates" &lt;/i&gt;e&lt;i&gt; “mortal”.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/612163215143604634-1724874872523566791?l=hefesto-hefesto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/feeds/1724874872523566791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2010/06/termo-segundo-jacques-maritain.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/1724874872523566791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/1724874872523566791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2010/06/termo-segundo-jacques-maritain.html' title='Termo, segundo Jacques Maritain'/><author><name>Eloi Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09352318394316401747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-612163215143604634.post-5991274857211014877</id><published>2010-05-25T13:31:00.000-07:00</published><updated>2010-06-19T16:54:23.256-07:00</updated><title type='text'>Termo Lógico, segundo a Irmã Miriam Josefh</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Como disse no post do dia 17/05/2010, para o exercício da leitura compreensiva, tal como descrita no Livro “Cómo leer un libro” de Mortimer J Adler e Charles Van Doren, é necessário anteriormente entender os significados de Termo, Proposição e Argumento, pertencentes à matéria da Lógica. Segue neste post o significado de Termo, constante do livro “O Trivium”, escrito pela Irmã Miriam Josefh.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao longo da explicação dada pela autora, aparecem os seguintes termos: símbolo, palavra, conceito, comunicação e ambigüidade, os quais, portanto, são antecedentes lógicos, cujos significados devem ser fornecidos de início. Ela mesma fornece tais antecedentes.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diz a autora: o símbolo é um signo sensível, arbitrário, cujo significado é imposto sobre ele por convenção. &lt;span style="color: red;"&gt;Sobre isto eu entendo o seguinte:&lt;/span&gt; que o atributo “sensível” do símbolo decorre do fato dele ser perceptível aos sentidos; o atributo “arbitrário” do símbolo decorre do fato dele ser criado ou escolhido em decorrência de uma decisão humana essencialmente livre; e o atributo “significado imposto sobre ele por convenção” decorre do fato de o significado determinado de um símbolo ser consensualmente aceito pela comunidade que o utiliza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diz a autora: palavras são símbolos criados para representar a realidade. As palavras se dividem em categoremáticas e sincategoremáticas. Palavras categoremáticas são aquelas que simbolizam alguma forma do ser e que podem, correspondentemente, ser classificadas nas dez categorias do ser – substância e nove acidentes. Palavras sincategoremáticas são aquelas que só tem significado junto a outras palavras, pois, por si mesma, não podem ser classificadas nas categorias. &lt;span style="color: red;"&gt;Sobre isto eu entendo o seguinte:&lt;/span&gt; que a existência de palavras sincategoremáticas não invalida a afirmação da autora de que palavras são símbolos criados para representar a realidade, pois as palavras sincategoremáticas, mesmo por si mesmas não representando nada na ordem do ser, só existem enquanto meios complementares para a representação da realidade, seja quando chama atenção para as substâncias (no caso dos artigos) seja quando ligam palavras, frases ou sujeitos e predicados (no caso das preposições, conjunções e pura cópula). Exemplo de palavra categoremática: pedra; exemplo de palavra sincategoremática: o “o” e o “na” da frase: o copo está na mesa. Acredito que o sentido da palavra “realidade” utilizada pela autora abrange os seres existentes e os seres imaginados pelo homem, pois há palavras criadas pelo homem para simbolizar seres imaginados, a exemplo de “dragão”. Intuo também uma espécie de natureza ética na essência das palavras, de maneira a se considerar intrinsecamente um abuso o uso de palavras para se contar mentiras. Sobre as noções de substância e acidente é recomendável a leitura do livro “Das Categorias” de Aristóteles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diz a autora: conceito é uma idéia que representa a realidade. Um conceito é uma idéia que existe apenas na mente, mas que tem seu fundamento fora dela: na essência que existe no indivíduo e faz dele o tipo de coisa (ente, ser) que é. Para se gerar um conceito, primeiro, os sentidos operam sobre um objeto presente diante de nós e daí produzem uma percepção do objeto; depois, os sentidos internos, fundamentalmente a imaginação, produzem um fantasma ou imagem mental do objeto, que pode ser reproduzido a vontade na ausência do objeto e, por fim, desta percepção do objeto o intelecto abstrai aquilo que é comum e necessário a todas as percepções de objetos similares, esta é a essência cuja apreensão intelectual é o conceito. &lt;span style="color: red;"&gt;Sobre isto eu entendo o seguinte:&lt;/span&gt; que o conceito é um bloco de pensamento intuído pelo sujeito a partir da percepção do que é comum em objetos similares. Esse bloco de pensamento representa, portanto, uma realidade ideal, tendo em vista que não representa um indivíduo isoladamente, mas sim a idéia que agrega os indivíduos num conjunto, daí porque o conceito existe de fato na mente. O bloco de pensamento intuído apreende aquilo que é chamado de essência ou substância comum dos objetos individuais agrupados na mesma espécie, ou seja, apreende aquilo que faz com que o objeto seja o que é e sem o qual o objeto deixa de ser o que é. Exemplo de essência: a essência do homem é o corpo e a alma em comunhão; sem corpo e alma o homem deixa de ser homem; sem o corpo, a alma isoladamente não pode ser chamada de homem; e sem a alma, o corpo isoladamente não pode ser chamado de homem. O bloco de pensamento precede a existência de um símbolo sobre ele imposto por convenção: o símbolo é imposto ao bloco para fins de representá-lo. Os símbolos que representam o conceito são os nomes comuns e as descrições gerais. Exemplo de conceito: “homem” ou “animal racional”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diz a autora: comunicação é a transmissão de uma idéia de uma mente isolada de todas as outras – já que contida num corpo – para uma outra mente, igualmente isolada, através de palavras ou outros símbolos. &lt;span style="color: red;"&gt;Sobre isto eu entendo o seguinte:&lt;/span&gt; que os pensamentos dos indivíduos se encontram encarcerados nas suas respectivas mentes. Tais pensamentos podem ser representados por símbolos. Os símbolos são meios físicos cujos significados são compartilhados entre os indivíduos. Os símbolos, quando expressados, funcionam como veículos para o transporte do pensamento da mente de um indivíduo para a mente de outro indivíduo. Esse processo é chamado de comunicação. Assim, quando se quer comunicar, o sujeito A deve representar seu pensamento em símbolos e transmitir tais símbolos ao sujeito B; o sujeito B deve receber os símbolos transmitidos, decodificar os mesmos e, por fim, acessar o pensamento do sujeito A. Dentre os símbolos, as palavras são os mais utilizados na comunicação humana.   &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diz a autora: Uma vez que uma palavra é um símbolo, um signo arbitrário sobre o qual é imposto um significado, não pela natureza nem pela semelhança, mas por convenção, é por sua natureza mesma sujeita a ambigüidade; porque, obviamente, mais de um significado pode ser imposto a um símbolo. &lt;span style="color: red;"&gt;Sobre isto eu entendo o seguinte: &lt;/span&gt;que ambigüidade é um fenômeno provocador de uma dificuldade de compreensão do significado que se quis transmitir de um determinado símbolo, tendo em vista que o mesmo símbolo possui mais de um significado. Ambigüidade de um símbolo é um obstáculo à comunicação precisa do pensamento. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Minhas conclusões:&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se o símbolo é um signo sensível, cujo significado é imposto sobre ele por convenção e se palavra é símbolo criado para representar a realidade, concluo que palavra é um espécie do gênero símbolo. Sendo espécie, a essência da palavra é ser um signo sensível com significado imposto por convenção; sua diferença específica, entretanto, é ser criada para representar a realidade. Logo, o significado convencionado á palavra deve corresponder com a realidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se palavra é símbolo criado para representar a realidade e se conceito é a apreensão de uma idéia que representa a realidade essencial das coisas, concluo que o conceito pode ser simbolizado por palavra. Enquanto representante da realidade, a palavra é um todo, e enquanto representante da realidade essencial, o conceito simbolizado em palavra é uma parte, uma vez que a realidade é formada por substância e acidentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se comunicação é a transmissão de uma idéia de uma mente para uma outra mente, através de palavras ou outros símbolos; e se ambigüidade é um fenômeno que provoca uma dificuldade de compreensão do significado que se quis transmitir de um determinado símbolo, tendo em vista que o mesmo possui mais de um significado, concluo que ambigüidade é um obstáculo à comunicação precisa do pensamento em razão de uma imperfeição da natureza do símbolo, por conseqüência, da palavra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dito isto, a autora utiliza as seguintes proposições para expressar o significado de termo lógico:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol style="text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;Um Termo é uma idéia em trânsito. &lt;span style="color: red;"&gt;Sobre isto eu entendo o seguinte:&lt;/span&gt; a autora enfatiza no significado de termo o seu caráter essencial de ser algo voltado para a comunicação.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Um Termo é um conceito comunicado através de um símbolo. &lt;span style="color: red;"&gt;Sobre isto eu entendo o seguinte:&lt;/span&gt; a autora enfatiza no significado de termo a inclusão do significado de conceito desde que voltado para a comunicação.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Apenas as palavras categoremáticas podem simbolizar um termo lógico. &lt;span style="color: red;"&gt;Sobre isto eu entendo o seguinte: &lt;/span&gt;a autora enfatiza no significado de termo a comunicação de símbolos que representam exclusivamente os seres.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;As palavras sincategoremáticas gramaticalmente podem ser parte de um símbolo completo, o qual expressa um termo lógico. &lt;span style="color: red;"&gt;Sobre isto eu entendo o seguinte:&lt;/span&gt; a autora enfatiza no significado de termo que não é somente formado por palavras, mas também por sentenças, frases e orações, desde que cada uma delas forme um símbolo completo dentro de uma mensagem.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Um símbolo completo é o equivalente gramatical de um termo lógico. &lt;span style="color: red;"&gt;Sobre isto eu entendo o seguinte:&lt;/span&gt; a autora enfatiza no significado de termo que sua identificação numa mensagem depende da identificação do símbolo completo.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Um símbolo completo deve ser um nome próprio, ou uma descrição empírica, ou um nome comum, ou uma descrição geral. &lt;span style="color: red;"&gt;Sobre isto eu entendo o seguinte:&lt;/span&gt; a autora enfatiza no significado de termo que sua constituição é uma parte acabada dentro do todo que representa a mensagem.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Um termo é sempre não ambíguo. &lt;span style="color: red;"&gt;Sobre isto eu entendo o seguinte:&lt;/span&gt; a autora enfatiza no significado de termo o seu caráter de no uso comunicativo sempre funcionar com referência a um único significado.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; O mesmo termo pode ser expressado por símbolos diferentes. &lt;span style="color: red;"&gt;Sobre isto eu entendo o seguinte:&lt;/span&gt; a autora enfatiza no significado de termo que o essencial é o seu significado e não o símbolo que o representa, pois o significado será sempre único, podendo haver o uso de variados símbolos para o representar. &lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/612163215143604634-5991274857211014877?l=hefesto-hefesto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/feeds/5991274857211014877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2010/05/termo-logico-segundo-irma-miriam-josefh.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/5991274857211014877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/5991274857211014877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2010/05/termo-logico-segundo-irma-miriam-josefh.html' title='Termo Lógico, segundo a Irmã Miriam Josefh'/><author><name>Eloi Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09352318394316401747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-612163215143604634.post-1259130590610864956</id><published>2010-05-17T18:32:00.000-07:00</published><updated>2010-08-03T14:42:43.820-07:00</updated><title type='text'>Como ler um livro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caros amigos, encontrei um método de estudo bem formulado, cuja aplicação está melhorando muito o meu entendimento de questões intelectuais. Foi desenvolvido e apresentado pelos escritores Mortimer J Adler e Charles Van Doren no livro “Cómo leer un libro” publicado em espanhol pela Editora Debate; método este, aliás, recomendável a todos aqueles que buscam verdadeiramente compreender melhor o objeto de seus estudos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste livro, os autores expõem que a leitura deve ser uma atividade de tal modo “ativa”, que possa propiciar ao leitor sair do seu nível de compreensão anterior e inferior do assunto, para um nível posterior e superior, contido no livro que se está lendo. Para isso, descreve o processo de leitura envolvendo quatro níveis distintos, sendo o primeiro nível chamado de leitura primária, o segundo nível chamado de leitura de inspeção, o terceiro nível chamado de leitura analítica e o quarto e último nível chamado de leitura paralela. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A leitura primária é aquele tipo de leitura desenvolvida pelos recém alfabetizados, na qual se segue o texto palavra por palavra, tal como elas vão se sucedendo, e no final se chega a uma noção geral sobre o assunto. Este nível é inicial e essencial, pois possibilita a captação da literalidade do texto, mas não é suficiente para a leitura de temas mais complexos, tais como os de ciência, filosofia e teologia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O segundo nível, a leitura de inspeção, é praticado pelo leitor quando quer apenas apreender uma vaga idéia do livro, ou quando quer descobrir se o mesmo merece ou não uma leitura aprofundada. A leitura de inspeção consiste em ler atentamente o título da obra, apreendendo todo o seu significado; lê o índice, para compreender qual o caminho percorrido pelo autor na abordagem do assunto; lê a orelha e o prefácio, para saber um pouco da vida e da obra do autor e conhecer algumas opiniões dos especialistas, e lê pequenas passagens dos capítulos e as últimas páginas do livro, de modo a tentar colher o seu resumo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O terceiro nível de leitura, a leitura propriamente de compreensão, depende muito dos conhecimentos da lógica, pois o leitor deverá saber identificar no livro os termos, as proposições e os argumentos, todos estes conceitos pertencentes à matéria da lógica e extremamente complexos. Para a compreensão desses conceitos é recomendável a leitura dos livros “Organon” de Aristóteles, publicado pelas Editoras Guimarães e Edipro; “A Ordem dos Conceitos – Lógica Menor” de Jacques Maritain, publicado pela Editora Agir, e “O Trivium” da Irmã Miriam Josefh, publicado pela Editora É Realizações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na leitura analítica o leitor percorre diversas etapas: a classificação do livro (se é de ficção ou ensaio, se é prático ou teórico, se é de ciência, história, filosofia ou teologia, com todas as implicações decorrentes disto); a radiografia do livro (apreensão da sua estrutura geral); deve chegar a um acordo com o autor (através da identificação da extensão e da intenção dos termos importantes utilizados); deve descobrir o quê o autor quer comunicar (através da identificação das proposições e dos argumentos utilizados) e, por fim, deve percorrer a etapa da crítica (quando o leitor já ultrapassou as etapas anteriores, e somente depois, deverá dizer se concorda ou discorda do autor, com a exposição dos seus fundamentos; ou se suspende o julgamento porque ainda não tem condições para decidir).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em último lugar, no quarto nível de leitura - a leitura paralela - o leitor lê no mínimo dois livros ao mesmo tempo sobre o mesmo assunto, para retirar e cotejar as idéias contidas em cada um deles, de modo a constituir uma idéia composta. Na leitura paralela são utilizados todos os níveis anteriores. Este nível de leitura é especialmente recomendável para o estudo de história.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Considere, também, que a metodologia de Adler e Van Doren se aplica a todo o tipo de instrução, não somente aquela adquirida através dos livros, mas também nas instruções recebidas através de exposições orais ou do diálogo, pois a leitura está para a escuta assim como a escrita está para a fala, daí porque se aplica à leitura, à escuta, à escrita e à fala.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acredito que este método responde satisfatoriamente a questão do “como” compreender os assuntos de natureza intelectual.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/612163215143604634-1259130590610864956?l=hefesto-hefesto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/feeds/1259130590610864956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2010/05/como-ler-um-livro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/1259130590610864956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/1259130590610864956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2010/05/como-ler-um-livro.html' title='Como ler um livro'/><author><name>Eloi Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09352318394316401747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-612163215143604634.post-205244675921055135</id><published>2009-11-08T06:41:00.001-08:00</published><updated>2009-11-08T06:41:30.498-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span&gt;CARTA DO IMPERADOR JULIANO AO BISPO GREGÓRIO DE NAZIANZO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;  &lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;O que dizer sobres os Livros, Gregório, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;senão recordar suas infinitas divisões, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;o mérito de revelarem o que se propuseram, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;o fracasso de serem incompreendidos de todo?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;O que dizer sobre os Livros, Bispo, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;senão recordar suas infinitas galerias, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;vertiginosas galerias que possibilitam&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;e impossibilitam o prazer de teus pares?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Dizer-lhe que os Livros não são Livros, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;porque os pássaros brotam das árvores.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Dizer-lhe que os Livros são fechar os olhos, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;são uma muralha e são um deserto.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/612163215143604634-205244675921055135?l=hefesto-hefesto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/feeds/205244675921055135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2009/11/carta-do-imperador-juliano-ao-bispo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/205244675921055135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/205244675921055135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2009/11/carta-do-imperador-juliano-ao-bispo.html' title=''/><author><name>Eloi Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09352318394316401747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-612163215143604634.post-1698366613730357337</id><published>2009-10-23T16:37:00.001-07:00</published><updated>2009-10-23T16:37:31.407-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;EPITÁFIO PARA CECÍLIA&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;Ao findar o último arco do sol,&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;um negro foragido grafou&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;em árabe à falecida ama portuguesa;&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;vê-se na lápide as letras encarvoadas:&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;“Em louvor ao inevitável desvaneceu&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Cecília; nascida a mais miúda de&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;estatura, nunca foi miúda no desejar.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Corcunda, sim, pitava igual às negras.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Os admiradores, se os têm, que rezem louvores,&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;em lembranças dos humanos feitos seus,&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;pois dada a zelos de filhos alheios, forasteiros,&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;ela o merece com efeito.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Avoadores, suspiros e sonhos&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;desprezou como alimento consolador,&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;e aos sessenta e nove anos abandonara a vida,&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;legando ao seu negro o desamparo.”&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/612163215143604634-1698366613730357337?l=hefesto-hefesto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/feeds/1698366613730357337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2009/10/epitafio-para-cecilia-ao-findar-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/1698366613730357337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/1698366613730357337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2009/10/epitafio-para-cecilia-ao-findar-o.html' title=''/><author><name>Eloi Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09352318394316401747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-612163215143604634.post-243692871484875952</id><published>2009-10-17T17:31:00.000-07:00</published><updated>2009-10-17T17:31:07.976-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;PONTE&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Meu avô construiu uma ponte&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;sem corrimão ou ponto de equilíbrio.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Atou a ferrovia à vila.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Varizes espocam do pilar ao ápice.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Estacamos frente à ponte: cansados.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Meu avô estirou sua rede de viagem.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Entre dois pontos atou seu espaço.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Sussurramos mal dizeres no escuro.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;O corpo enterrado nos interstícios.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;A alma quebrada sobre os vagões.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Atiro os despojos n’água.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Meu avô construiu uma ponte.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Nunca poderei atravessá-la.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/612163215143604634-243692871484875952?l=hefesto-hefesto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/feeds/243692871484875952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2009/10/ponte-meu-avo-construiu-uma-ponte-sem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/243692871484875952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/243692871484875952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2009/10/ponte-meu-avo-construiu-uma-ponte-sem.html' title=''/><author><name>Eloi Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09352318394316401747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-612163215143604634.post-790686817947703878</id><published>2009-09-30T16:36:00.000-07:00</published><updated>2009-09-30T16:36:37.519-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;NO LEITO DE NEBRÍDIO&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;À época pensei, Nebrídio, que te recobrar para a vida&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;não dependia do bendito ato do batismo,&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;mas te levantarias pela memória dos nossos discursos,&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;pela vitória do bem na luta travada dentro de ti.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Errei – meu amor por ti exigia te recobrar para a vida,&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;enquanto eles, os humildes de Roma, movidos por outro amor,&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;lavavam tua mente da confusão de palavras&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;que encobria a simples imagem do paraíso.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Junto a teu corpo falecido, faleceram minhas idéias,&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;feitas de carne e sangue como a matéria de qualquer corpo.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Tua alma agora pode seguir para o céu,&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;e eu posso deixar as estradas do erro.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/612163215143604634-790686817947703878?l=hefesto-hefesto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/feeds/790686817947703878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2009/09/no-leito-de-nebridio-epoca-pensei.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/790686817947703878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/790686817947703878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2009/09/no-leito-de-nebridio-epoca-pensei.html' title=''/><author><name>Eloi Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09352318394316401747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-612163215143604634.post-6575104147596091898</id><published>2009-09-21T17:44:00.001-07:00</published><updated>2009-09-21T17:44:39.536-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;SOBERBA DE BAZAROV&lt;/b&gt;&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;"Meu pai organizou nossa fazenda&lt;br /&gt;com alguma habilidade no cultivo.&lt;br /&gt;Construiu o estábulo, preparou o pasto,&lt;br /&gt;protegeu a cultura do pastar dos brutos,&lt;br /&gt;domesticando, cercando como lhe era possível,&lt;br /&gt;na proporção da pouca ciência do seu tempo.&lt;br /&gt;Reconheço que aos poucos entregou os seus dias&lt;br /&gt;numa luta contra pragas.&lt;br /&gt;Filho único, herdei a fazenda,&lt;br /&gt;predestinado agora a experimentar meu engenho:&lt;br /&gt;deixei o pó ocupar os poros das folhas,&lt;br /&gt;o esterco entupir as cocheiras,&lt;br /&gt;o capim crescer ao léu rarefeito.&lt;br /&gt;Esse ano semeei aos pássaros&lt;br /&gt;sementes guardadas por meus ancestrais,&lt;br /&gt;porque aprendi que a beleza pertence à desordem,&lt;br /&gt;assim como o útil, às herdades abandonadas.&lt;br /&gt;Educado pelos atuais doutos,&lt;br /&gt;legarei um campo tomado de ervas daninhas."&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/612163215143604634-6575104147596091898?l=hefesto-hefesto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/feeds/6575104147596091898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2009/09/soberba-de-bazarov-meu-pai-organizou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/6575104147596091898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/6575104147596091898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2009/09/soberba-de-bazarov-meu-pai-organizou.html' title=''/><author><name>Eloi Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09352318394316401747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-612163215143604634.post-4634094984995218453</id><published>2009-09-15T10:55:00.000-07:00</published><updated>2011-12-31T06:13:45.532-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;CONFISSÃO DE VRONSKI&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Assim como um canal polui o mar,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;para aonde conduzo os meus sentidos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;sinto o pesar da criatura amada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Meu coração se estreita em constrições&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;num enjôo desesperançoso que se alarga&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;de meu peito ao seu, ante o nosso sorriso frouxo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;É como se a minha essência entupisse&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;os condutos do seu entendimento e,&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;por isso, fosse de todos a pior essência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mesmo assim, Deus, a Ti entrego meu espírito,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;sabendo que não tenho mãos &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;para receber a Tua dádiva, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;pois levo comigo a origem da maldade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Em meio a tantas dúvidas Te indago:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Há perdão para o meu pecado?”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/612163215143604634-4634094984995218453?l=hefesto-hefesto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/feeds/4634094984995218453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2009/09/confissao-de-vronski-assim-como-um.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/4634094984995218453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/4634094984995218453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2009/09/confissao-de-vronski-assim-como-um.html' title=''/><author><name>Eloi Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09352318394316401747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-612163215143604634.post-6312025564279255525</id><published>2009-09-10T18:34:00.001-07:00</published><updated>2009-09-10T18:34:57.868-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;MANUELA OU ANA KARENINA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Reduziu o universo à ponta do&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;alfinete que encurtava o seu decote.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Aguardava uma vertigem como&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;a um messias repentino.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;Trocou sua família pela noite,&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;quando imergiu na confusão dos homens.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Desprendeu-se cônscia da morte,&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;mas impedida de recuperar o amor.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;E foi disposta a ouvir todas as mentiras&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;que a consciência conta ao corpo,&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;e foi desabrigada sobre uma tempestade de medo,&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;e saltou sobre os trilhos da ferrovia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/612163215143604634-6312025564279255525?l=hefesto-hefesto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/feeds/6312025564279255525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2009/09/manuela-ou-ana-karenina-reduziu-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/6312025564279255525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/6312025564279255525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2009/09/manuela-ou-ana-karenina-reduziu-o.html' title=''/><author><name>Eloi Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09352318394316401747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-612163215143604634.post-3228782336832758383</id><published>2009-09-03T16:44:00.000-07:00</published><updated>2009-09-03T16:49:01.527-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Amigos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O escritor Marsílio Ficino foi responsável pela primeira tradução da obra de Platão para o latim por volta de 1483. Depois, publicou os seus comentários sobre o amor, que compôs a partir de interpretações extraídas dos diálogos Banquete e Fedro. Segue um trecho do referido livro chamado &lt;i&gt;Commentarium in Convivium Platonis, &lt;/i&gt;traduzido para o português por Ana Thereza Basílio Vieira com o título de “O Livro do Amor”, e publicado pela Editora Clube de Literatura Cromos. Aqueles que já viveram ou vivem uma experiência de amor, seja para com Deus, com os pais, com os filhos, com os esposos, com os parentes, com os amigos, ou com o próximo, lerá a descrição do que provavelmente não conseguia traduzir em palavras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “Todas as vezes que duas pessoas se amam com mútua benevolência, este naquele e aquele neste vive. Deste modo, os homens reciprocamente se trocam e cada um destina a si mesmo ao outro, a fim de recebê-lo. Vejo de que modo trocam-se a si mesmos, quando se esquecem de si. Mas não percebo como recebem o outro. Pois, aquele que não tem a si mesmo, muito menos poderá possuir o outro. Mas, na verdade, cada um tem a si próprio e ao outro. Porque ele existe, mas naquele. Aquele também existe, mas neste. Sem dúvida, enquanto eu te amo, encontro-me, amante, em ti, estando eu pensando em mim, e recobro-me por mim mesmo, perdido na minha negligência, conservando-me em ti. A mesma coisa tu fazes em mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E de novo isto parece admirável. Pois eu, depois que perdi a mim mesmo, se por ti me recobro, por ti tenho a mim; se por ti tenho a mim, eu te tenho antes e mais que a mim mesmo, estou mais próximo de ti que de mim, visto que me ligo a mim precisamente por ti. Nisto sempre a força do desejo difere da violência de Marte. Pois, assim o império e o amor se diferenciam. O imperador por si possui os outros, o amante pelo outro se ama e cada um dos amantes torna-se maior por si mesmo, mais próximo do outro, e morto em si revive no outro. De fato, existe apenas uma única morte no amor recíproco, e uma dupla ressurreição. Pois morre uma vez em si mesmo aquele que ama quando se despreza. Logo renasce no amado, quando o amado o recebe com ardente pensamento. Renasce pela segunda vez, quando no amado, enfim, se reconhece e não duvida que é amado. Ó morte feliz, que duas vidas perseguem! Ó comércio admirável, no qual alguém trai a si mesmo pelo outro, tem o outro e não deixa de ter a si! Ó lucro inestimável, quando dois assim se fazem um, porque cada um dos dois por um só se faz dois e, como se fosse duplicado, quem tivera uma vida, já terá duas, sobrevindo uma morte! Pois quem uma só vez está morto renasce duas vezes, por uma vida fez-se duas, e por si, sendo um, conseguiu duas vidas para si.”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/612163215143604634-3228782336832758383?l=hefesto-hefesto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/feeds/3228782336832758383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2009/09/amigos-o-escritor-marsilio-ficino-foi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/3228782336832758383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/3228782336832758383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2009/09/amigos-o-escritor-marsilio-ficino-foi.html' title=''/><author><name>Eloi Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09352318394316401747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-612163215143604634.post-3163291137860697480</id><published>2009-08-31T18:58:00.000-07:00</published><updated>2009-08-31T19:00:47.907-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;PEDIDO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;Ó Sono domador da face ridente,&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;ó Nutriz daqueles que são e não são,&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;ó Face vertiginosamente refletida,&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;ó Ponto, ó Arco, ó Esfera... ó Ponto.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;Sendo maior que o imensurável,&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;estando além do inatingível,&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;sei que conheces profundezas de mim&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;aonde eu próprio, consciente, não fui.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;Quando soprares Tua imensa concha&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;a inundar o mundo de silêncio,&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;guarde a memória dos nossos erros&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;constitutivos; nós, os comedores do fruto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/612163215143604634-3163291137860697480?l=hefesto-hefesto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/feeds/3163291137860697480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2009/08/pedido-o-sono-domador-da-face-ridente-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/3163291137860697480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/3163291137860697480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2009/08/pedido-o-sono-domador-da-face-ridente-o.html' title=''/><author><name>Eloi Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09352318394316401747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-612163215143604634.post-1332249461385948761</id><published>2009-08-30T16:14:00.000-07:00</published><updated>2009-08-30T16:14:24.722-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;[Depois de cantar um canto irresistível]&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Depois de cantar um canto irresistível&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;aos nautas que há muito não trafegavam &lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;por aqueles mares distantes;&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;depois do canto ecoar nos rochedos&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;de sua ilhota e nos ouvidos das gaivotas&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;que, impassíveis, se estendiam ao sol,&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;o último daqueles animais sem destino&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;atravessou o Mediterrâneo, o Atlântico&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;e a Baía de Todos os Santos, para emergir&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;seu corpo perfeito no Porto da Barra, &lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;sob os olhares luminosos dos turistas, &lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;à procura de Odisseu.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/612163215143604634-1332249461385948761?l=hefesto-hefesto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/feeds/1332249461385948761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2009/08/depois-de-cantar-um-canto-irresistivel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/1332249461385948761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/1332249461385948761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2009/08/depois-de-cantar-um-canto-irresistivel.html' title=''/><author><name>Eloi Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09352318394316401747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-612163215143604634.post-7156133762850705653</id><published>2009-08-27T12:49:00.000-07:00</published><updated>2009-08-27T12:49:58.477-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;ASCESE&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;Remaria o meu barco outras vezes&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;sem leme para onde o amor apontasse.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Contudo cri ser maior que o Todo&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;e assim fui desviado do rumo &lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;no qual ansiei retomar a viagem.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Obrigado a ver e rever a Discórdia nas águas,&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;numas ilhas me foi negada a visão,&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;noutras perdi o pendor de amar.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Peregrinei marginal em áridos territórios,&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;mas sempre mantive o meu espírito ascético&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;na firme convicção do retorno.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Triste viagem enfim me trouxe à arcada paterna,&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;foram anos sem conta correndo países,&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;preso em loucuras semelhantes aos sonhos.&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Concedeu-me, então, Pai, aportar nesta praia,&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;neste sítio onde vejo portas abertas&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;à espera de mim há muito perdido.&amp;nbsp; &lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/612163215143604634-7156133762850705653?l=hefesto-hefesto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/feeds/7156133762850705653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2009/08/ascese-remaria-o-meu-barco-outras-vezes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/7156133762850705653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/7156133762850705653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2009/08/ascese-remaria-o-meu-barco-outras-vezes.html' title=''/><author><name>Eloi Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09352318394316401747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-612163215143604634.post-1335570820952173198</id><published>2009-08-26T15:47:00.000-07:00</published><updated>2009-08-26T15:48:32.439-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 35.4pt;"&gt;Amigos;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 35.4pt;"&gt;Recentemente li o único romance do grande escritor Gustavo Corção, cujo título é “Lições de Abismo”, publicado pela Editora Agir. Confesso que a literatura brasileira nunca foi a minha predileta, mas este livro, em especial, guardarei na mesma gaveta de minha memória em que guardo os grandes romances da literatura ocidental. Segue um trecho, no qual podem perceber não somente a habilidade do escritor como também a profundidade com que o tema é tratado:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;“Fico a olhar Sirius. E cá de baixo, deste chão que me cola, apesar de minhas misérias, de minha leucemia, de minhas truncadas recordações – ainda mais truncadas do que as células do meu sangue – eu lanço um repto ao claro globo azul que me fita lá do alto, lá do seu abismo com cinqüenta anos-luz de profundidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;O sol, ó diáfana matéria, ó imensidade perdida dentro da imensidade, aqui onde me vês eu sou um Homem, Verme consciente, &lt;i&gt;roseau pensant. &lt;/i&gt;Qual é o maior, Sirius ou Pascal? Qual dos dois vale mais, o sol ou o melancólico pensador?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;Ó astro, Parsifal perdido no céu, tu ignoras teu nome. Vagueias, ó inocente, ó ingênuo absoluto, com teus gases excessivos e um pouco ridículos. Perambulas como um cego, passas como um surdo, vagueias como um desmemoriado de olhar vazio, e vê bem, considera que até para te humilhar é ainda do homem que tiro as imagens. Na verdade, és menos do que um cego, do que um surdo, do que um desmemoriado. A tábua de minha mesa é mais rica do que teu globo de átomos simplificados. De que vale o tamanho? Que nobreza tem a distância? Tu estás acorrentado às equações, mais do que por metáforas lá estão as estrelas de Andrômeda, a acorrentada do céu. Tu és Sirius, Alfha Canis Maioris. Tens ascensão reta e declinação; e nós, nós os vermes, servimos-nos de teu esplendor, cativando-o, domesticando-o e inscrevendo-o no Nautical Almanack. Servo colossal, não passas de servo. Eu sou um verme, mas tenho consciência de sê-lo. Sou miserável, e o sei. Sou ridículo, e riu-me. Sou culpado, e choro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;Ai de nós! A raça de Pascal anda traída. Muitos andam por aí, ó astro, a dizer que também somos acorrentados, que também somos apenas um aglomerado de átomos que durante um certo tempo se demoram em nossos limites, na esquina de um cotovelo, no vértice de um nariz, nas fugitivas pontas dos cabelos. Dizem também que somos ocos, que vivemos da casca que a sociedade nos empresta, ou das eructações que nos vêm das experiências mal digeridas. Mas não te iludas com esses detratores, ó astro. A insensatez dessa gente, por derrisão, é a contraprova de nossa dignidade. Nós temos um imenso privilégio, que é o avesso de nosso manto real; nós temos a glória do erro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;Mas eu não vou discutir contigo, estrela; não vou argumentar. Basta que me apresente: eis aqui um homem. A luz que me chega à retina não encontra um ser passivo e inerte, como uma placa recoberta de bromureto, que recebe a imagem, que a revela no banho dos humores, que a fixa no hipossulfito da memória, e em função desse impacto dos fótons age, fala, dança e chora. Não. Pensar não é simplesmente receber. É algo mais ativo, que vai ao encontro do objeto. Quando a luz do astro me bate á porta dos sentidos, há em mim alguma coisa que se ergue de um trono, que recebe o mensageiro, que examina a mensagem, apossando-se dela, transformando-a, sutilizando-a – e que diz ao coruscante vassalo do céu: ‘Tu és Sirius, Alfha Canis Maioris’”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/612163215143604634-1335570820952173198?l=hefesto-hefesto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/feeds/1335570820952173198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2009/08/amigos-recentemente-li-o-unico-romance.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/1335570820952173198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/1335570820952173198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2009/08/amigos-recentemente-li-o-unico-romance.html' title=''/><author><name>Eloi Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09352318394316401747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-612163215143604634.post-381026153817234306</id><published>2009-08-25T17:49:00.001-07:00</published><updated>2009-08-25T17:57:09.570-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;HEITOR&lt;o:p _moz-userdefined=""&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;"Mesmo contra dominadores de artes mundanas,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;apesar de fadado a nunca vencer,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;sempre lutarei em defesa dos meus.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Nestes confrontos de mundos opostos,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;mesmo fadado a ser pasto dos cães,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;sempre lutarei em defesa dos meus.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;Se atado ao peito carrego meu filho&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;que ainda ignora os frutos da terra,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Se a amada esposa aguarda ansiosa &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;o fim desta guerra de tantas derrotas &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;- sendo tais os legados a serem mantidos -&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;sempre lutarei em defesa dos meus.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;Pois vejo deuses e homens vitoriosos na luta&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;mortificar seus espíritos em dores ocultas,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;ao passo em que, de derrota em derrota,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;nos invisíveis confrontos entre vidas opostas,&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;sigo rumo a estrela do Teu nascimento&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;e em Ti eu encontro mais que consolo.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/612163215143604634-381026153817234306?l=hefesto-hefesto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/feeds/381026153817234306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2009/08/heitor-mesmo-contra-dominadores-de_25.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/381026153817234306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/612163215143604634/posts/default/381026153817234306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hefesto-hefesto.blogspot.com/2009/08/heitor-mesmo-contra-dominadores-de_25.html' title=''/><author><name>Eloi Martins</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09352318394316401747</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
